Suzuka/Japão – A Ferrari confirmou ter encontrado a causa complexa que fez Lewis Hamilton perder até 0s8 por volta no último GP do Japão, sepultando suspeitas de falha exclusiva da unidade de potência e colocando em xeque a briga pelo pódio.
- Em resumo: pane multidisciplinar derrubou a velocidade do heptacampeão e o fez despencar de 3º para 6º lugar.
Como 0s8 sumiram na reta de Suzuka
De acordo com engenheiros de Maranello, o déficit começou após o safety-car, quando o mapeamento do motor entrou em modo de proteção e limitou a entrega de energia híbrida. Dados oficiais da FIA/F1 mostram que Hamilton perdeu 11 km/h na principal reta, diferença suficiente para ser engolido pelos rivais.
O curioso é que o companheiro Charles Leclerc, guiando um carro idêntico, manteve a performance e garantiu o pódio. A equipe revisou sensores de bateria, sistema de recuperação de energia (ERS) e até parâmetros de refrigeração para entender por que apenas um chassi foi afetado.
“De alguma forma, o Charles tinha mais potência do que eu, no mesmo carro. Então preciso entender o porquê”, admitiu Hamilton após a prova.
Impacto para Miami e para a luta no Mundial
Ferrari e Hamilton passaram as semanas seguintes no simulador e na fábrica. Segundo projeções internas, uma perda de 0s8 por volta em Suzuka representou, em 53 giros, mais de 40 segundos — distância suficiente para sair do top-5 em qualquer circuito de alta velocidade.
Historicamente, falhas de potência representam apenas 7% dos abandonos desde 2020, aponta levantamento da FIA, mas comprometem 31% dos pontos perdidos por equipes de ponta. Ciente disso, a escuderia instalou novos sensores de redundância e revisou o software de gerenciamento para o GP de Miami, onde longas retas exigem potência plena por 58% do tempo de volta.
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