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sexta-feira, abril 3, 2026

Hamnet ganha Globo de Ouro e estreia nos cinemas brasileiros

Hamnet ganha Globo de Ouro e estreia nos cinemas brasileiros

Hamnet – vencedor do Globo de Ouro 2026 de Melhor Filme de Drama – chega às salas do país nesta quinta-feira (15), prometendo emocionar o público com a releitura da vida familiar de William Shakespeare.

Dirigido por Chloé Zhao, o longa adapta o best-seller homônimo de Maggie O’Farrell e acompanha a dor de Agnes Shakespeare, vivida por Jessie Buckley, após a perda do filho gêmeo que inspiraria a tragédia “Hamlet”.

Enredo foca na perspectiva de Agnes

Ambientado no interior da Inglaterra do século XVI, o roteiro coloca Agnes no centro da narrativa. Ao lado do jovem dramaturgo William Shakespeare, interpretado por Paul Mescal, ela vivencia amor, maternidade e luto.

A diretora constrói imagens simbólicas – como a cena inicial de Agnes em posição fetal entre raízes – que reforçam o elo entre natureza, vida e morte, recurso já admirado pela crítica internacional. A estética ainda se apoia na fotografia premiada de Lukasz Żal, conhecida pelo uso de cores intensas.

Prêmios, expectativas e dados de bilheteria

Além do Globo de Ouro, “Hamnet” acumula indicações ao BAFTA e desponta como favorito ao Oscar. Segundo a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, filmes vencedores de drama no Globo de Ouro costumam elevar sua arrecadação global em até 35 % após a premiação (Goldenglobes.com).

Com produção de Steven Spielberg e Sam Mendes, o título chega aos cinemas nacionais com cerca de 400 cópias, número similar ao de “Nomadland”, também assinado por Zhao e responsável por R$ 6,4 milhões em bilheteria brasileira, de acordo com dados da Ancine.

Jessie Buckley e Paul Mescal lideram um elenco elogiado por críticas especializadas e já figuram em listas de apostas para a temporada de premiações. A química em cena sustenta temas universais como luto e resiliência, apresentando Shakespeare de forma mais humana e acessível.

Com pouco mais de duas horas, o filme busca transformar a tragédia pessoal em arte, reforçando como a criação teatral pode servir de ponte para o diálogo sobre perdas – reflexão que se mantém atual mesmo 400 anos depois de “Hamlet”.

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Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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