- Família acha óleo em busca de água e pode lucrar até 1%
- Motorista arrasta moto e explosão após colisão assusta Fortaleza
- Motociclista de 23 anos atropela atleta em prova e é preso
- Laptop achado e rota refeita: nova pista sobre sumiço de Vitória
- Vídeo: carro arrasta moto e explode após briga em Fortaleza
Harvey Weinstein volta a júri em abril após anulação chocante
Nova York (EUA) – O ex-produtor Harvey Weinstein, 73, será novamente levado a julgamento em 14 de abril, depois que a Corte de Apelações anulou sua condenação de 2020 por falhas processuais. O novo júri decidirá apenas sobre a acusação de estupro em terceiro grau apresentada pela atriz Jessica Mann, ponto que dividiu os jurados em 2025 e forçou a anulação do processo.
- Em resumo: Weinstein já cumpre 16 anos na Califórnia e pode somar pena em Nova York se for considerado culpado.
Por que o veredito anterior caiu?
Em 2024, a Suprema Corte do estado entendeu que o antigo juiz permitiu testemunhos de “má conduta prévia” sem relação direta com o caso, o que violou o direito de defesa. A acusação, agora, limita-se ao suposto estupro ocorrido em 2013, crime classificado como “felony class E” na lei penal de Nova York, com pena máxima de quatro anos.
Nos EUA, refazer julgamentos não é incomum quando há erro processual. Já no Brasil, apenas 0,2% dos recursos criminais conseguem anular sentenças, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ilustrando a raridade da medida.
“Todas as vezes que os promotores levaram essa acusação específica ao júri, não obtiveram unanimidade”, destacou Juda Engelmayer, porta-voz do produtor.
O que está em jogo para Hollywood – e para o #MeToo
Mais de 80 mulheres já relataram má conduta sexual de Weinstein, transformando o caso no estopim do movimento #MeToo e em símbolo de como figuras influentes exploravam aspirantes a atrizes. A retomada do processo reacende o debate sobre abuso de poder na indústria do entretenimento e a eficácia das reformas internas dos estúdios.

Mesmo condenado na Califórnia pelo estupro de uma atriz europeia, Weinstein poderá solicitar liberdade condicional em 2039. Caso o novo júri o considere culpado em Nova York, a pena será somada e pode prolongar sua permanência atrás das grades até a oitava década de vida.
O que você acha? Um novo veredito pode redefinir os rumos do #MeToo ou repetir impasses anteriores? Para acompanhar outras notícias sobre celebridades e justiça, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação / POOL / AFP
