Milton Keynes, Reino Unido – Depois de quase um mês sem corridas, a Red Bull desembarca no GP de Miami tratando a etapa como um “recomeço” da temporada 2026 da Fórmula 1, segundo o chefe de equipe Laurent Mekies.
- Em resumo: Pausa de abril permitiu upgrades de chassi e motor antes da estreia da Red Bull Ford Powertrains na América do Norte.
Por que a pausa virou arma secreta
Mekies reconheceu que o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita deu às equipes um tempo raro de laboratório. Em Milton Keynes, engenheiros concentraram esforços no chassi e na unidade híbrida que será base do projeto até 2030, alinhada às novas regras técnicas da FIA para 2026.
O dirigente reforçou que Max Verstappen e o rookie Isack Hadjar participaram ativamente das simulações, buscando um carro “mais dócil no limite” para as ruas de Miami.
"Miami será um reinício após um hiato excepcionalmente longo; só a pista mostrará o quanto evoluímos", destacou Mekies.
Contexto: o que muda na F1 de 2026
O campeonato entra na era dos combustíveis 100% sustentáveis e de motores V6 híbridos com potência elétrica ampliada para 50%. A FIA promete redução de 50% nas emissões de carbono até 2030, meta alinhada à tendência de sustentabilidade no esporte a motor.
Nos bastidores, a audiência norte-americana continua em alta: relatório Nielsen aponta crescimento de 42% na média de telespectadores dos GPs dos EUA entre 2021 e 2023. Não por acaso, o GP de Miami abre a série de três corridas no país em 2026, reforçando o mercado estratégico que a Red Bull mira com sua parceria Ford.
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