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Homem torturado 3 dias por facção do Comando Vermelho; 6 presos
Maranguape – Um homem passou três dias em cárcere e sofreu tortura nas mãos de integrantes do Comando Vermelho em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza; mesmo ferido, ele conseguiu fugir e acionar a polícia na última sexta-feira (13), segundo registro policial.
- Em resumo: vítima ficou sob cárcere privado e recebeu pauladas e choques elétricos; seis suspeitos foram presos e um está foragido.
Entenda a dinâmica do sequestro e a ação policial
De acordo com o Auto de Prisão em Flagrante, na terça-feira (10), por volta das 19h, o homem de 41 anos foi abordado próximo à rodoviária de Maranguape por indivíduos identificados como “Vitinho”, “Tabatinga”, “Deco” e “Gago”, que o levaram à força para um quartinho nos arredores.
Os agressores acusaram a vítima de repassar informações à polícia e, segundo o depoimento, aplicaram pauladas nas mãos, tornozelos, antebraços, costas e cabeça, além de choques elétricos com fios desencapados.
Após a fuga, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Dr. Argeu Gurgel Braga Herbster. A investigação localizou imóveis usados como cativeiro e prendeu seis suspeitos.
Para entender o cenário de violência por facções no país, confira dados do Atlas da Violência (IPEA), que mapeia padrões de criminalidade e destaca a atuação de organizações criminosas em várias regiões.
“Quando a polícia chegou ao local, encontrou o homem com ferimentos da cabeça aos pés, além de marcas de queimaduras causadas pelos choques.”
Prisões, acusações e desdobramentos
Foram detidos: Francisco Tiago Ferreira dos Santos (conhecido como “Gago”); Carlos André Neves da Silva (“Deco”); Antônio Leopoldo Vasconcelos Alves (“Tabatinga”); Antônio Yruan da Silva Viana (“Lourim”); Pedro Guilherme Xavier da Silva; e Kervin Wesley da Silva Ferreira.

Os seis foram autuados por tortura, cárcere privado e organização criminosa. Na audiência de custódia, a Justiça decretou prisão preventiva para Tiago “Gago”, Pedro Guilherme, Kervin Wesley, Carlos André “Deco” e Antônio “Tabatinga”. Antônio Yruan “Lourim”, que ficou vigiando do lado de fora do imóvel, obteve liberdade provisória mediante medidas cautelares.
Um sétimo suspeito já foi identificado e é procurado pela polícia. Segundo o depoimento, os agressores teriam afirmado aguardar ordens de um indivíduo apelidado de “Cobra” para decidir o destino da vítima.
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Crédito da imagem: Divulgação
