Homicídios no Cariri: mortes em Juazeiro e Altaneira
Homicídios no Cariri: mortes em Juazeiro e Altaneira – Na sexta-feira (2 de fevereiro), quatro ocorrências fatais abalaram cidades da região sul-cearense, incluindo dois assassinatos, um afogamento infantil e o engasgamento de uma idosa.
Os casos ocorreram em Juazeiro do Norte, Altaneira, Porteiras e Crato e mobilizam as forças de segurança do Estado.
Execuções atingem trabalhador e aposentado
Em Juazeiro, o podador de árvores Cícero Alexsandro Costa de Souza, 35, foi baleado enquanto trabalhava em frente à Câmara Municipal, no bairro José Geraldo da Cruz. Ele recebeu quatro disparos, foi levado ao Hospital Regional do Cariri, mas morreu horas depois. A vítima não possuía antecedentes criminais.
No município vizinho de Altaneira, Alcides Barbosa da Silva, 60, conhecido como “Cido”, foi morto dentro de casa no Sítio São Romão após ser perseguido e atacado com uma chave de fenda. O suspeito, Paulo Sérgio Barbosa de Aguiar, 53, foi preso em flagrante pelo Destacamento local quando se preparava para fugir.
Afogamento e engasgamento completam série trágica
No período da tarde, uma criança de 10 anos morreu afogada em um açude do Sítio Saco, zona rural de Porteiras. Já pela manhã, a cratense Maria Célia de Pinho, 64, não resistiu depois de se engasgar com um pedaço de pão em casa e faleceu ao dar entrada no Hospital São Camilo.
Investigação e contexto regional
As delegacias de Juazeiro do Norte e Crato analisam imagens de câmeras de segurança para identificar autores e motivação dos crimes. Segundo o Atlas da Violência, o Ceará registrou taxa de 35,5 homicídios por 100 mil habitantes em 2022, acima da média nacional, o que mantém o Cariri em alerta constante.

Especialistas destacam que conflitos interpessoais e o fácil acesso a armas brancas e de fogo seguem impulsionando estatísticas na região. A Polícia Militar reforçou patrulhamento em áreas de comércio e bares, locais onde ocorreram as duas mortes violentas desta sexta-feira.
Os corpos foram encaminhados à Perícia Forense do Estado (Pefoce) em Juazeiro do Norte, e laudos devem auxiliar no inquérito policial. As famílias aguardam definição das datas de velório e sepultamento.
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Crédito da imagem: Divulgação
