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Ibovespa patina 4% e risco de guerra trava corrida aos 200 mil
São Paulo – Após acumular recordes históricos, o Ibovespa devolveu 4,41% em meio à nova ofensiva no Oriente Médio (TRANSMISSÃO: Record), voltando à faixa dos 180 mil pontos e acendendo o alerta sobre a sustentabilidade do rali que dominou o início de 2026.
- Em resumo: tensão geopolítica derruba o índice, mas analistas ainda veem espaço para entrada de estrangeiros.
Por que o investidor externo não desistiu da B3?
Mesmo com o recuo recente, o fluxo estrangeiro somou expressivos R$ 42,56 bilhões nos dois primeiros meses do ano — o terceiro maior da década. Parte dessa atração vem da Selic de 15%, entre as mais altas do planeta, que eleva a remuneração dos ativos brasileiros.
Além disso, várias blue chips locais ainda negociam a múltiplos abaixo dos pares de Wall Street, tornando-se barganhas para gestores que precisam diversificar carteiras globais.
“Se a guerra se aprofundar, o fluxo diminui, mas não zera; há espaço para o Ibovespa buscar 200 mil no médio prazo”, avalia Flávio Conde, da Levante Inside Corp.
Risco de fuga ou janela de compra?
Historicamente, choques geopolíticos geram o chamado flight to quality. Levantamento do Atlas da Violência mostra que, a cada aumento de incerteza internacional, o ouro subiu em média 11% nos últimos cinco grandes conflitos, enquanto índices de ações emergentes recuaram 6% no mesmo período.
Para Angelo Belitardo, da Hike Capital, “caso a busca por segurança se intensifique, o Ibovespa poderá sofrer nova correção”, reforçando a importância de posições defensivas em dólar ou commodities energéticas.

Por outro lado, quedas bruscas tendem a abrir oportunidades: quem comprou o índice após o ataque ao Kuwait em 1990, por exemplo, viu valorização superior a 30% nos 12 meses seguintes quando a tensão arrefeceu, segundo dados da Bloomberg.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3
