- Papa Leão XIV cria Diocese em Baturité e atrai 10 mil fiéis
- Carga secreta: 33 kg de skunk em aparelhos de ar-condicionado
- Gaeco mira 38 suspeitos por sumiço de R$7,7 mi em oito prefeituras
- Invasão às 2h em Quixadá: morador flagra estranho e PM algema
- Secretário prevê Ciro fora do 2º turno e cita “efeito Wagner”
IEA cogita liberar mais 400 mi de barris e acende alerta mundial
Canberra, Austrália – Em meio ao agravamento da guerra no Irã e à disparada dos combustíveis, a Agência Internacional de Energia (IEA) admitiu, nesta segunda-feira (23), que pode autorizar outra liberação maciça de petróleo dos estoques estratégicos – potencialmente mais 400 milhões de barris – para evitar um choque de oferta e frear a inflação global.
- Em resumo: Nova injeção de barris pode repetir a maior retirada da história, ocorrida há poucas semanas.
Por que a medida volta à mesa
Segundo a IEA, o estreitamento das rotas no Estreito de Ormuz e o risco de sanções adicionais reduziram a oferta em cerca de 3% do consumo diário mundial, de acordo com dados oficiais da agência. A entidade teme que novos ataques elevem ainda mais o prêmio de risco nos contratos futuros.
Em março, o bloco de 31 países-membros já havia feito a maior liberação conjunta da história – movimento comparável apenas às ações durante a Guerra do Golfo (1991) e a Primavera Árabe (2011).
“Vamos observar as condições e agir novamente se necessário”, afirmou o diretor-executivo Fatih Birol, reforçando que não há preço-gatilho definido.
Impacto direto: bomba de gasolina e inflação
No Brasil, cada variação de 1 dólar no barril do Brent costuma refletir em até R$ 0,05 no preço médio da gasolina, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis. Se o Brent voltar ao patamar de US$ 120, o reajuste poderia encarecer o litro em quase R$ 1, pressionando o índice de preços ao consumidor.

Além da bomba, setores como aviação e transporte marítimo sentem imediatamente o repasse. O Banco Central alerta que choques prolongados no petróleo explicaram 18% da inflação global de 2025, a maior fatia desde 2008.
O que você acha? Uma nova liberação de estoques é solução ou paliativo? Para acompanhar outras atualizações internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
