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Imóveis de R$6,6 bi viram o escudo do BRB contra rombo
BRASÍLIA/DF – Sob pressão depois de injetar R$ 16,7 bilhões no falido Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) corre para reforçar o capital e evitar sanções do Banco Central. A saída encontrada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) foi oferecer nove imóveis avaliados em R$ 6,6 bilhões como garantia para captar recursos no mercado já a partir de 18 de março.
- Em resumo: patrimônio público abastece fundo que pode render até R$ 8,8 bi ao BRB e afastar risco de intervenção.
Capital sob cerco: o que o Banco Central exige
O BRB apresentou em fevereiro um plano “preventivo” para recompor, no mínimo, R$ 5 bilhões e atender ao Índice de Basileia exigido pelo Banco Central. A proposta inclui emitir até 1,67 bilhão de novas ações, apoiadas pelos terrenos que o GDF transferiu.
Especialistas lembram que, sem reforço rápido, o banco pode desrespeitar normas prudenciais, acionar processos de intervenção e até bloquear dividendos a correntistas de carteiras públicas, cenário que desmontaria a confiança na praça.
“A perspectiva de inadimplência elevada e falhas de governança justificam o rating ‘CCC’, sinalizando alto risco de crédito”, alertou a Fitch Ratings no último relatório.
Fundo imobiliário, créditos podres e o fantasma da federalização
O presidente Nelson Antônio de Souza defende criar um fundo imobiliário: investidores receberiam rendimentos do aluguel ou da valorização dos lotes, enquanto o dinheiro novo reforçaria o caixa. Também está na mesa a venda de carteiras e subsidiárias, além da recuperação judicial de R$ 376,4 milhões bloqueados dos ex-controladores do Master.
Sem esse aporte, cresce o debate sobre federalizar o banco – medida que transferiria a gestão ao Tesouro Nacional, como ocorreu com o antigo Banespa em 2000. O GDF, porém, tem nota “C” no indicador Capag e não pode usar a União como fiadora, o que encarece qualquer socorro adicional.

Para efeito de comparação, dados do BCB mostram que cada ponto percentual abaixo do índice mínimo de Basileia pode elevar em até 20 % o custo de captação de um banco regional. Num horizonte de 12 meses, isso representaria centenas de milhões a mais em juros para o BRB.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
