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Índia mobiliza 330 mil recenseadores no maior censo do planeta
Nova Délhi – Nesta quarta-feira (1º), o governo da Índia iniciou a etapa de campo do que já é considerado o maior censo populacional do mundo, operação que pretende atualizar dados de quase 1,4 bilhão de habitantes e redesenhar políticas públicas para a próxima década.
- Em resumo: 330 mil agentes visitarão 640 distritos em busca de dados sobre moradia, renda e acesso a serviços.
Por que o levantamento é crucial agora?
Decisões sobre repasse de verbas, criação de novas escolas e até o número de cadeiras no Parlamento dependem diretamente dos resultados do censo. A última contagem ocorreu em 2011; desde então, a Índia ganhou cerca de 180 milhões de habitantes, segundo estimativas da ONU.
A coleta atual foi adiada duas vezes por causa da pandemia de Covid-19 e estreia, pela primeira vez, um aplicativo móvel criado para acelerar a consolidação dos questionários em tempo real.
“Sem números precisos, políticas inclusivas viram estatística cega”, alertou um comunicado oficial do Ministério do Interior.
Tecnologia, desafios e polêmicas
Além das tradicionais visitas domiciliares, moradores poderão enviar informações por um portal seguro do governo. No entanto, defensores de privacidade temem vazamentos de dados sensíveis.
Outro ponto de tensão é o Registro Nacional de População, etapa paralela que exige comprovação de cidadania. Em 2019, o tema provocou protestos em várias regiões do país, levando a Suprema Corte a exigir garantia de que ninguém seja excluído de benefícios sociais.

O orçamento do censo ultrapassa 1,2 bilhão de dólares, investimento que inclui capacitação em 16 idiomas oficiais e fornecimento de equipamentos aos recenseadores. Para efeito de comparação, o IBGE gastou cerca de 500 milhões de dólares no Censo 2022 brasileiro.
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Crédito da imagem: Divulgação
