24.7 C
Ceará
sexta-feira, março 13, 2026

Indústria pagou até US$10 mil/ton: chocolate seguirá caro

Indústria pagou até US$10 mil/ton: chocolate seguirá caro

Ministério da Agricultura – Apesar da queda recente no preço do cacau pago ao produtor, o consumidor brasileiro deve enfrentar uma Páscoa com chocolate ainda caro por causa de compras antecipadas feitas pela indústria quando os preços atingiram patamares recordes.

  • Em resumo: fabricantes compraram subprodutos do cacau por até US$ 10.000/ton no ano passado; redução no campo só deve chegar ao supermercado mais adiante.

Entenda a dinâmica

Por que a baixa no campo não chegou à prateleira

A inflação medida pelo IBGE mostra que o chocolate em barra e o bombom acumulam alta de 26% em 12 meses. Ainda assim, a queda no preço do cacau no produtor não está sendo repassada porque a indústria trabalha com estoques e contratos fechados com meses de antecedência.

Analistas alertam que, para a produção desta Páscoa, as empresas chegaram a pagar entre US$ 6.000 e US$ 10.000 por tonelada pelos subprodutos do cacau; hoje, esses insumos já são cotados perto de US$ 3.000. O governo, por sua vez, suspendeu temporariamente a importação de amêndoas da Costa do Marfim — medida citada como controle sanitário pelo Ministério da Agricultura.

“Se de fato isto está acontecendo, começamos a correr risco sanitário da amêndoa que entra no Brasil. […] Tem que ter certeza do que está entrando, para não ter risco de trazer doença para a nossa cultura cacaueira”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em entrevista à GloboNews na sexta-feira (27).

Contexto e impacto para produtores e consumidores

A alta de preços em 2024 foi alimentada pela forte queda de safra em grandes produtores — Brasil, Costa do Marfim e Gana — afetados por El Niño, pragas e clima adverso. Em janeiro de 2025, a cotação média na Bolsa de Nova York chegou a US$ 10.000/ton, ante cerca de US$ 4.000 um ano antes.

No Brasil, a produção em 2025 foi de 186.137 toneladas, com importações de 42.199 toneladas; 81% do volume importado veio da Costa do Marfim, segundo dados do mercado.

O que você acha? A indústria deveria repassar a redução de custos ao consumidor imediatamente? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

TRANSMISSÃO: Globo | Record

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora