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Inflação argentina fecha 2025 em 31,5% sob Milei
Inflação argentina fecha 2025 em 31,5% sob Milei – De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o Índice de Preços ao Consumidor da Argentina acumulou alta de 31,5% em 2025, resultado muito inferior aos 117,8% registrados no ano anterior.
O indicador, porém, acelerou para 2,8% em dezembro e completou quatro meses consecutivos de avanço, reforçando os desafios do governo Javier Milei para manter a meta de inflação abaixo de 2% ao mês.
Ajuste fiscal pressiona tarifas e consumo
A gestão Milei manteve, desde 2023, um forte programa de cortes de gastos públicos, que incluiu a suspensão de obras federais e a retirada de subsídios de água, luz, gás e transporte. A medida reduziu o déficit e gerou superávits primários sucessivos, mas transferiu parte do custo para as famílias.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada 1 ponto percentual de reajuste em energia impacta até 0,15 p.p. na inflação mensal argentina, efeito que ajuda a explicar a resistência dos preços entre 2% e 3% ao longo de 2025.
Peso desvalorizado e crise política
A volatilidade cambial aumentou após um escândalo envolvendo Karina Milei, irmã do presidente, no terceiro trimestre de 2025. A repercussão negativa contribuiu para a derrota governista nas eleições da província de Buenos Aires e derrubou o peso para o recorde de 1.451,50 por dólar.
No acumulado do ano, a moeda perdeu quase 40% de seu valor, encarecendo produtos importados e elevando custos de produção, fator que também pressiona o índice de preços.
Apoio de Trump e reforço das reservas
A tensão nos mercados começou a ceder após os Estados Unidos anunciarem, em outubro, um swap cambial de US$ 20 bilhões, potencialmente ampliável para US$ 40 bilhões, condicionado ao avanço das reformas. O acordo, somado a um empréstimo de US$ 20 bilhões do FMI fechado em abril, elevou o colchão de reservas do Banco Central argentino e reduziu, temporariamente, a fuga de capitais.

A vitória de Milei nas eleições legislativas de 26 de outubro garantiu maioria no Congresso e sinalizou continuidade do ajuste, fator considerado essencial por investidores para estabilizar expectativas de inflação.
Efeito social: pobreza ainda elevada
Apesar da queda de 52,9% para 31% no índice de pobreza entre o primeiro semestre de 2024 e o de 2025, o nível segue acima do registrado antes da crise de 2023. Organismos internacionais estimam que cada ponto adicional de inflação empurre cerca de 60 mil argentinos para abaixo da linha de pobreza, reforçando a urgência de medidas de proteção social.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
