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Inflação dispara a 2,9% e põe pressão máxima sobre Milei
Buenos Aires – A inflação da Argentina acelerou 2,9% em fevereiro, repetindo o resultado de janeiro e marcando o nível mais alto em quase 12 meses, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O salto eleva o acumulado em 12 meses para 33,1%, acima dos 32,4% registrados no mês anterior, e testa o compromisso do presidente Javier Milei de reduzir a variação a zero até agosto.
- Em resumo: Alta de 2,9% renova pico anual e pressiona promessa de Milei de zerar preços.
Por que o índice voltou a assustar
Os maiores vilões de fevereiro foram habitação, água, luz, gás e outros combustíveis (+6,8%), seguidos por alimentos e bebidas não alcoólicas (+3,3%). Restaurantes, hotéis e serviços pessoais completam a lista de grupos que mais pesaram no bolso dos argentinos. Segundo dados do Banco Central, choques em tarifas reguladas costumam ter efeito cascata e contam até 30% do IPC argentino.
A surpresa negativa contrasta com a expectativa de analistas consultados pelo Banco Central da Argentina, que projetavam desaceleração. O consenso de mercado para a inflação de 2026 já subiu pelo segundo mês seguido.
“Vamos zerar a inflação até agosto”, reiterou Javier Milei esta semana, antes de enviar emissários à Casa Branca em busca de novo apoio financeiro.
Ajuste fiscal e custo social
Desde que assumiu em dezembro de 2023, Milei cortou subsídios de energia e transporte, congelou obras públicas e reduziu transferências a províncias. Essas medidas ajudaram a gerar superávits consecutivos, mas também empurraram 52,9% da população para a linha da pobreza no primeiro semestre de 2024. Um ano depois, o índice recuou para 31%, mas a retomada do consumo segue frágil.

Especialistas lembram que países vizinhos que enfrentaram choques tarifários – como o Brasil no racionamento de 2001 – só conseguiram aliviar preços após estabilizar o câmbio e reancorar expectativas. Na Argentina, o peso já perdeu quase 40% de seu valor em 2025, forçando o Banco Central local a intervir no mercado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
