Injúria racial em Juazeiro do Norte leva caso à polícia
Injúria racial em Juazeiro do Norte leva caso à polícia – Por volta das 10h30 do dia 27, a diretora da Escola Municipal Jerônimo Freire dos Santos acionou o Grupo de Segurança Escolar (GSE) do COPAC após um conflito entre professora, aluna e a mãe da estudante.
A mãe, identificada como Elizângela Santos Silva, alegou que a filha de 12 anos foi alvo de gestos racistas feitos pela professora Simone Silvestre, e tentou entrar na sala de aula para confrontá-la.
Como ocorreu a confusão dentro da escola
De acordo com o boletim policial, a diretora Layanna Kallyanna foi desacatada pela responsável, que utilizou palavras de baixo calão e se negou a deixar o prédio.
Sem sucesso na mediação, os policiais militares conduziram todas as partes à Delegacia Regional de Juazeiro do Norte, onde foi registrado boletim por injúria racial contra a docente e um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por desacato contra a mãe.
Investigação e contexto sobre crimes de injúria racial
A professora negou ter feito os gestos ofensivos diante do delegado plantonista, Reni Rocha Pinto, e o inquérito seguirá em âmbito da Polícia Civil.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicam crescimento de 39% nas denúncias de injúria racial em ambientes escolares entre 2020 e 2023, reforçando a necessidade de protocolos claros de prevenção e acolhimento nas redes de ensino.

O COPAC mantém equipes especializadas em mediação de conflitos nas escolas de Juazeiro do Norte, com orientações para que gestores acionem o 190 ou a patrulha do GSE sempre que houver risco à integridade de alunos e servidores.
No site do Corpo de Bombeiros de Juazeiro há ainda cartilhas de primeiros passos para registrar boletins online, evitando que situações semelhantes escalem dentro das unidades de ensino.
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Crédito da imagem: Reprodução
