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INSS libera até 6ª R$ 3 bi de descontos ilegais; veja como pedir
Brasília – Faltam poucos dias para que 760 mil aposentados e pensionistas oficializem a adesão ao acordo que devolve descontos sindicais não autorizados. Quem não concluir o processo até sexta-feira (20) pode ficar fora da restituição, que já repôs quase R$ 3 bilhões aos cofres dos segurados desde abril de 2025.
- Em resumo: prazo final para confirmar a devolução de valores pelo aplicativo Meu INSS termina nesta sexta (20).
Quem deve agir agora e como fazer
O acordo está disponível apenas para quem já contestou as cobranças e teve o direito reconhecido. Para validar a restituição, abra o Meu INSS, acesse “Consultar pedidos”, clique em “Cumprir exigência” e aceite o termo no fim da tela. O depósito ocorre na mesma conta do benefício.
Quem ainda não questionou os débitos pode registrar a contestação também até sexta, seja pelo aplicativo, pelo telefone 135 ou em Agências dos Correios.
“O Meu INSS é o único canal oficial para ressarcimento”, reforça o instituto.
Golpes em celulares disparam; cuidado com links
Autoridades rastreiam aplicativos falsos, como o “INSS Reembolso”, que imitam a plataforma oficial e coletam dados bancários. A recomendação, segundo orientação da Febraban, é nunca inserir senha após receber links por SMS ou redes sociais.
Para vítimas de fraudes mais amplas envolvendo consignados, o Procon aponta que o prejuízo médio ultrapassa R$ 1.800 por pessoa, valor que pode comprometer quase um mês inteiro da renda de 70 % dos aposentados, conforme o Atlas da Previdência.

Por que isso importa para o seu bolso
No auge do escândalo, cerca de 5 milhões de benefícios sofriam descontos irregulares. Embora R$ 3 bilhões já tenham sido devolvidos, ainda resta uma fatia relevante a ser ressarcida. Para efeito de comparação, a cifra equivale a quase metade do que o INSS gasta mensalmente com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Especialistas lembram que, ao aceitar o acordo administrativo, quem acionou a Justiça deve renunciar à ação em curso – decisão que evita anos de litígio, mas exige atenção aos valores homologados.
O que você acha? O prazo deveria ser prorrogado para alcançar mais segurados? Para acompanhar outras notícias sobre finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
