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sexta-feira, abril 3, 2026

Instalar errado a cadeirinha pode custar R$ 293 e a vida

Instalar errado a cadeirinha pode custar R$ 293 e a vida

Brasília – Na última semana, especialistas em segurança veicular voltaram a alertar que a escolha do lugar e do modo de fixação da cadeirinha infantil podem ser decisivos num impacto, além de evitar a multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH prevista pelo Contran.

  • Em resumo: banco traseiro é regra, mas carros sem cinto de três pontos exigem a cadeirinha na frente e airbag desligado.

Por que o banco traseiro pode virar armadilha?

A recomendação geral é manter a criança atrás, presa em cinto de três pontos. No entanto, veículos mais antigos ou básicos trazem apenas cintos abdominais de dois pontos, para os quais não existe dispositivo certificado. Nessa situação, levar a cadeirinha para o banco dianteiro, recuar o assento ao máximo e desativar o airbag passa a ser a opção mais segura, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Forçar a ancoragem num cinto inadequado, ainda que pareça firme, altera completamente a geometria de absorção de impacto.

“Nos crash tests, a cadeirinha sem o terceiro ponto simplesmente vira projetil”, alerta Fábio Viviani, consultor em segurança veicular.

Troca de dispositivos: idade, peso ou altura?

A legislação divide os equipamentos em quatro grupos: bebê-conforto (até 13 kg), cadeirinha (9 kg a 18 kg), assento de elevação (15 kg a 36 kg) e uso direto do cinto (a partir de 1,45 m). O Inmetro já certifica modelos “multigrupo” que acompanham a criança por mais tempo, reduzindo custos para a família.

Segundo dados da Senatran, colisões envolvendo menores sem retenção adequada cresceram 12 % em 2023. O órgão estima que o correto uso da cadeirinha reduz em até 70 % o risco de morte em batidas frontais, índice semelhante ao observado em países europeus desde a adoção do sistema Isofix obrigatório em 2020 por aqui.

Erros mais comuns – e como evitá-los

Além do cinto inadequado, autoridades listam folga no arnês, inclinação errada do bebê-conforto e abandono precoce do assento de elevação. Crianças abaixo de 1,45 m, mesmo aos 10 anos, não ficam protegidas apenas com o cinto, pois a fita superior passa pelo pescoço em vez do ombro.

Outra falha frequente é esquecer de checar se o top tether — terceiro ponto de ancoragem presente em muitos carros — está realmente engatado. Sem ele, a cadeirinha pode bascular para frente em freadas bruscas.

O que você acha? Falta fiscalização ou conscientização sobre o transporte infantil? Para mais dicas de segurança viária, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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