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domingo, março 22, 2026

Investimento de R$3,5 mi turbina 300 t/mês de tilápia em SP

Investimento de R$3,5 mi turbina 300 t/mês de tilápia em SP

Riolândia (SP) – A piscicultura local acaba de dar um salto depois que uma fazenda instalou sistemas automatizados de alimentação e manejo, capazes de entregar 300 toneladas de tilápia-do-nilo por mês a frigoríficos de São Paulo e Minas Gerais.

  • Em resumo: Aposta em alta tecnologia reduziu perdas e quadriplicou a velocidade de engorda dos peixes.

Alimentação a cada 15 minutos: a engrenagem por trás do boom

Nos tanques-rede, a ração cai cronometradamente a cada quarto de hora, totalizando 350 quilos diários. O acionamento ocorre por uma balsa inteligente que, desde 2024, integra sensores de temperatura e oxigênio. O equipamento faz parte dos dados do Ministério da Agricultura que estimulam a modernização da aquicultura, segmento que gerou R$ 9,6 bilhões ao país em 2023.

Os alevinos chegam de Monte Aprazível (SP) medindo cerca de 30 g e ficam nos tanques até alcançarem entre 900 g e 1 kg, peso considerado ideal pelo mercado. Motores hidráulicos simplificam a retirada dos lotes, reduzindo o estresse animal e o tempo de abate.

“São 350 kg de ração por dia, distribuídos de forma tão uniforme que praticamente zeramos casos de doença”, afirma a gerência da fazenda.

SP encosta no Paraná e mira liderança nacional

São Paulo já responde por 17% da produção brasileira de tilápia, atrás apenas do Paraná, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço paulista se sustenta em dois pilares: forte rede de processamento e pesquisas do Instituto de Pesca, que criou em 2026 o primeiro banco de germoplasma da espécie no país, garantindo matrizes mais resistentes.

Desde 2008, a fazenda de Riolândia passou por sucessivas modernizações, mas foi o aporte de R$ 3,5 milhões aplicado nos últimos dois anos que desbloqueou o atual patamar de produtividade. Especialistas projetam que, mantendo o ritmo, a unidade poderá dobrar o faturamento anual sem ampliar área física, atendendo à tendência global de produzir mais com menos água e menos insumos.

O que você acha? A tecnologia pode tornar a piscicultura uma alternativa viável para pequenos produtores? Para mais reportagens sobre agronegócio e inovação, visite nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / TV TEM

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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