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Investir no petróleo da Venezuela é inviável, afirmam petrolíferas
Investir no petróleo da Venezuela é inviável, afirmam petrolíferas – Executivos de grandes companhias do setor de energia alertaram, na última sexta-feira (9), que as condições técnicas, financeiras e políticas do país não oferecem segurança para novos aportes, segundo a agência Bloomberg.
A posição foi apresentada durante encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que buscava apoio para ampliar a presença de empresas norte-americanas nos campos venezuelanos.
Condições locais afastam capital estrangeiro
Os representantes das petrolíferas citaram colapso na infraestrutura, falta de equipamentos, quadro crônico de falta de mão de obra qualificada e impacto das sanções econômicas impostas por Washington.
Dados de produção, logística e refinarias foram detalhados a Trump, reforçando que qualquer operação exigiria bilhões de dólares apenas para restaurar sistemas de extração e transporte, além de um ambiente regulatório mais estável, conforme dados da Energy Information Administration (EIA).
Reservas gigantes, produção minguante
A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do planeta, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris.
Mesmo assim, a produção gira em torno de 800 mil barris por dia — menos de um terço do registrado há uma década. Para analistas de mercado, recuperar os níveis anteriores exigiria investimentos contínuos durante vários anos, aliados a mudanças políticas que garantam contratos estáveis e respeito à propriedade.
Empresas também temem a elevada dívida da estatal PDVSA e a necessidade de renegociação de participações, fatores que dificultam a entrada de capital privado.

Enquanto isso, outras regiões produtoras da América Latina, como Brasil e Guiana, oferecem marcos regulatórios mais previsíveis e infraestrutura em expansão, atraindo recursos que poderiam ir para Caracas.
No momento, portanto, a avaliação das companhias é que o risco Venezuela supera qualquer potencial retorno, posicionamento que contraria os planos de Trump de utilizar o petróleo como estratégia de influência geopolítica.
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Crédito da imagem: Divulgação
