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segunda-feira, março 16, 2026

IPVA de R$ 1,07 mi da LaFerrari compra apê no Leblon

IPVA de R$ 1,07 mi da LaFerrari compra apê no Leblon

Brasília/DF – O maior IPVA do Brasil em 2026 foi endereçado a uma raríssima Ferrari LaFerrari 2015: R$ 1.067.933,76. A cifra assusta não só pelo valor, mas porque, sozinha, compraria um apartamento de 41 m² no Leblon, o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro.

  • Em resumo: Só o imposto da LaFerrari equivale ao preço de um Porsche 911 zero km e ainda sobra troco.

Por que o valor explodiu?

O supercarro de R$ 35,6 milhões está emplacado no Distrito Federal, onde a alíquota do IPVA é de 3%. Esse percentual, aplicado sobre o preço venal atualizado, gera o boleto milionário. Já em Santa Catarina, onde outra unidade da LaFerrari vale R$ 38 milhões, a alíquota é de 2% e o dono “economiza” mais de R$ 300 mil.

Segundo dados da Receita Federal, estados podem fixar o IPVA entre 1% e 4% do valor do veículo. Na prática, a diferença entre alíquotas define se o proprietário pagará o preço de um carro popular ou o de um imóvel de alto padrão.

“Com o valor do IPVA de 2026 da LaFerrari registrada no Distrito Federal, é possível comprar um pequeno imóvel no Leblon”, frisa o levantamento original.

Panorama nacional e impacto no bolso

Apesar do recorde brasiliense, outros estados também exibem boletos de seis dígitos. Em São Paulo, dois Porsche 918 Spyder geraram IPVA superior a R$ 500 mil cada, enquanto Santa Catarina viu uma LaFerrari de 2016 desenbolsar R$ 760,8 mil.

Para o contribuinte comum, o efeito é indireto: o IPVA compõe até 8% das receitas próprias de alguns estados e tem 50% de sua arrecadação repassada aos municípios, financiando desde pavimentação até transporte escolar. Em 2025, o tributo rendeu R$ 63,9 bilhões, crescimento de 12% em relação ao ano anterior, impulsionado justamente pela valorização de veículos de luxo.

Curiosamente, o mesmo motor híbrido de 950 cv que torna a LaFerrari mais “verde” não a livra das altas taxas: enquanto a emissão de CO₂ caiu 40%, o peso da alíquota mantém o carro no topo das listas de impostos mais caros.

O que você acha? A alíquota deveria considerar critérios ambientais ou seguir fixa para todos? Para mais análises sobre tributos e finanças, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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