- Ataque a facão em Messejana mata mulher e fere criança
- Fuga em massa ameaça zerar bancada do PDT no Ceará; PSB comemora
- Lula confirma saída de Camilo do MEC e lança mistério eleitoral
- Mudança no Centro de Fortaleza agiliza rota de 6 mil usuários
- Mulher morta diante da filha de 12 anos a caminho da escola
“Isso é o demônio”: áudio expõe agressão de cantor à esposa
SÃO PAULO (SP) – Um áudio que viralizou recentemente mostra o momento em que um conhecido cantor admite ter agredido a própria mulher, médica, e tenta justificar o ato dizendo: “Isso é o demônio agindo”. A gravação, enviada a amigos do casal, tornou público um caso de violência doméstica que chocou fãs e especialistas.
- Em resumo: cantor assume agressão e alega influência “demoníaca” no áudio vazado.
Repercussão do áudio e investigação
Nesta gravação de pouco mais de dois minutos, o artista relata a discussão que terminou em tapas contra a esposa e pede “perdão” aos familiares. O material já foi entregue à Polícia Civil, que abriu inquérito com base na Lei Maria da Penha. Segundo o órgão, a médica prestou depoimento e passou por exame de corpo de delito. O cantor ainda não se pronunciou formalmente, mas sua equipe informa “colaboração total” com as autoridades.
Em nota, especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública lembram que áudios, prints e vídeos são provas válidas e fundamentais em processos de violência doméstica.
“Isso é o demônio. Eu perdi a cabeça”, diz a voz atribuída ao cantor, antes de admitir que “bateu” na esposa.
Violência doméstica: números que assustam
Casos como esse não são isolados. O Relatório 2023 do FBSP apontou 245 mil registros de lesão corporal dolosa em contexto doméstico no país, alta de 6% em relação ao ano anterior. A cada dois minutos, uma mulher procura ajuda policial. No Ceará, estado que aparece entre os dez com maior taxa de feminicídio, o recuo é tímido: apenas 1,4%.

Para a promotora Mariana Rodrigues, “celebridades têm responsabilidade extra, pois seu comportamento pode normalizar ou combater a violência”. Ela destaca que a Lei 11.340/2006 prevê prisão preventiva mesmo sem boletim de ocorrência se houver risco à vítima.
O que você acha? Casos envolvendo figuras públicas podem ajudar a expor o problema ou correm o risco de banalizar a violência? Para acompanhar outras notícias da editoria, acesse nossa cobertura completa.
Crédito da imagem: Divulgação
