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sábado, março 14, 2026

IVA sobe 2% e empresas fecham: ruas vazias de São Petersburgo

IVA sobe 2% e empresas fecham: ruas vazias de São Petersburgo

Moscou – A reforma tributária russa, com Transmissão: Band, elevou em 2% o imposto sobre valor agregado (IVA) e reduziu drasticamente os limites de faturamento que dispensavam pequenas empresas da cobrança — e o efeito é imediato: lojas vazias na Nevsky Prospekt e ondas de fechamentos em cidades como São Petersburgo e Kazan, enquanto empresários dizem que o futuro é sem otimismo.

  • Em resumo: Pequenas empresas enfrentam aumento de custos e queda de demanda após a elevação do IVA e o corte nos limites que obrigam ao pagamento.

Entenda a dinâmica que pressionou donos como o da padaria Mashenka

A padaria Mashenka, nos arredores de Moscou, tornou-se símbolo do problema depois que seu dono, Denis Maksimov, pediu publicamente a Vladimir Putin uma revisão das medidas. Apesar de atenção e de menção em reunião do governo, a reforma seguiu: o limite para obrigatoriedade do IVA caiu de 60 milhões de rublos para 20 milhões, com previsão de chegar a 10 milhões até 2028.

Além disso, quem ultrapassar 20 milhões de rublos neste ano terá de pagar pelo menos 6% sobre a receita e ao menos 5% de IVA. Para entender melhor como tributos sobre consumo funcionam, veja a explicação da Receita Federal sobre impostos aplicados ao consumo.

“Para ser franco, estamos olhando para o futuro sem otimismo. Muitas empresas vão fechar.” — Denis Maksimov, proprietário da Mashenka.

Contexto e impacto: por que as pequenas empresas são vulneráveis

Com as receitas do petróleo em queda e o déficit público em alta, o governo buscou ampliar a arrecadação. Especialistas citam que a ampliação da base do IVA oferece receitas mais previsíveis, mas pressiona setores que já vinham fragilizados desde 2014.

Empresários relatam aumento de custos operacionais acima do próprio reajuste do IVA (fornecedores subindo preços, necessidade de contadores, elevação de despesas como aluguel e segurança). Em São Petersburgo, líderes do setor de beleza apontam que cerca de 10% dos salões fecharam e outros 10% foram vendidos entre dezembro e janeiro — e prevêem mais fechamentos na primavera.

O que você acha? A reforma é inevitável para recompor receitas públicas ou está empurrando um setor vital para o colapso? Para mais detalhes, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / AP

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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