Ivo Gomes rebate e diz que vaga no BNDES não teve padrinho
RIO DE JANEIRO (RJ) – Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), o assessor da Presidência do BNDES, Ivo Gomes (PSB), refutou qualquer interferência política do senador Camilo Santana (PT) ou do ex-secretário Chagas Vieira (PDT) em sua nomeação para o banco. A negativa foi uma resposta direta às declarações de Vieira, que havia creditado a indicação ao ex-governador do Ceará.
- Em resumo: Ivo sustenta que chegou ao cargo sem “padrinhos” e mantém alinhamento com o irmão e ex-ministro Ciro Gomes.
Por que a negação importa agora
A presidência do BNDES é submetida às regras da Lei das Estatais, que exige critérios técnicos na escolha de executivos. Nesse contexto, Ivo frisa que a sua trajetória profissional e o histórico em gestão pública teriam pesado mais do que acordos partidários. De acordo com dados do Banco Central, o banco é responsável por quase 40% do crédito de longo prazo no país, o que amplia o escrutínio sobre suas nomeações.
Ainda segundo a assessoria do ex-prefeito de Sobral, a pauta prioritária de Ivo será destravar linhas de financiamento para projetos de segurança pública no Nordeste, setor que consumiu R$ 322 bilhões dos cofres estaduais entre 2012 e 2022.
“Não houve qualquer influência de Camilo ou de Chagas. Minha indicação seguiu rito técnico”, diz a nota assinada por Ivo.
Reações, bastidores e próximos passos
O episódio reacende a histórica rivalidade entre os grupos Ferreira Gomes e aliados de Camilo Santana, agora em lados opostos após a eleição de 2022. Analistas políticos lembram que disputas por espaço em estatais federais costumam sinalizar quem detém força junto ao Palácio do Planalto.

Para além da disputa, o banco prepara a revisão de sua carteira regional até julho. Caso avance, o Nordeste pode receber até R$ 10 bilhões em novos financiamentos, valor quatro vezes maior que em 2023, segundo projeções internas.
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