Izabella Camargo fala sobre burnout e elogia mudança na Globo
Izabella Camargo fala sobre burnout e elogia mudança na Globo – A jornalista contou, em entrevista divulgada recentemente, que não guarda ressentimento da emissora após ter sido demitida em 2019, logo depois de receber o diagnóstico de síndrome de burnout.
Ela explicou que o período fora do ar serviu para cuidar da saúde mental e que a reintegração, determinada pela Justiça, possibilitou observar transformações internas na empresa.
Demissão e diagnóstico de burnout
Izabella relembrou que o esgotamento profissional se agravou durante sua atuação nos telejornais madrugadinos, onde entrava ao vivo a partir das 4h. O quadro clínico foi confirmado por especialistas e enquadrado como “transtorno de saúde relacionado ao trabalho” pelo Ministério da Saúde, que mantém página dedicada ao tema (orientações oficiais).
Após apresentar atestado, ela acabou desligada da Globo, mas acionou a Justiça e venceu a causa para reassumir o posto provisoriamente. Em 2020, as partes chegaram a um acordo definitivo.
Mudanças internas na emissora
Segundo Izabella, a experiência acelerou a adoção de políticas de bem-estar na empresa. Hoje, horários escalonados e programas de apoio psicológico fazem parte da rotina de algumas redações, prática que ela considera “um avanço para todos os profissionais”.
A ex-apresentadora acrescentou que mantém boa relação com antigos colegas e que seu caso abriu espaço para discussões sobre jornadas noturnas, rotatividade de equipes e pausas regulares.
Lições sobre saúde mental nas redações
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou alta de 32% nos afastamentos por transtornos mentais ligados ao trabalho entre 2019 e 2022. Especialistas defendem que empresas adotem escalas flexíveis, treinamento de lideranças e canais de escuta ativa para reduzir o risco de burnout.

Para jornalistas, a recomendação inclui intervalos programados, rotação de pautas de alta tensão e incentivo a atividades físicas, fatores que ajudam a equilibrar a carga emocional do noticiário constante.
No encerramento da entrevista, Izabella reforçou que “o burnout não é o fim, mas um meio de enxergar a necessidade de mudanças”, e encorajou profissionais a procurar ajuda médica aos primeiros sinais de exaustão.
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Crédito da imagem: Divulgação
