Izzy Gordon lança tributo arrebatador a Jorge Aragão em abril

Izzy Gordon lança tributo arrebatador a Jorge Aragão em abril

São Paulo/SP – Com lançamento marcado para 6 de abril, o álbum “Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão” aposta na fusão entre jazz e samba para apresentar ao público oito composições do mestre carioca, reforçando a onda de homenagens fonográficas que o compositor vem recebendo desde 2025.

  • Em resumo: Disco abre trilogia de tributos ao Cacique de Ramos e traz participações de Bia Ferreira, Carica e Ellen Oléria.

Por que este tributo chama tanta atenção

A paulistana Izzy Gordon, mais conhecida no circuito jazzístico, mergulha definitivamente no samba ao lado do trombonista e produtor Allan Abbadia, adicionando violinos e percussões que emulam o clima dos terreiros. De acordo com dados do IBGE, a música é um dos setores criativos que mais cresceram em receita digital no Brasil na última década, e lançamentos que dialogam com a tradição têm alcançado taxas de streaming 20% superiores à média do mercado.

O projeto abre caminho para dois discos futuros dedicados a Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila, nomes que também despontaram sob a icônica tamarineira do bloco Cacique de Ramos, no subúrbio carioca.

“Lucidez”, sucesso de 1991, foi escolhida para abrir o álbum e estabelece o tom jazzístico que costura todo o repertório.

O repertório e as colaborações de peso

Entre as faixas, destacam-se “Malandro”, de 1976, repaginada com a potência vocal de Bia Ferreira, e “Coisa de pele”, que ganha sotaque romântico na voz de Carica. Ellen Oléria fecha a lista de convidados em “Mutirão de amor”, parceria de Aragão com Zeca Pagodinho e Sombrinha, lançada em 1983.

Fora do catálogo autoral de Aragão, Izzy desliza “Feito de paixão” por um salão de gafieira, lembrando que o cantor também transitou por ritmos além do samba-enredo. O caráter híbrido do álbum encontra eco em relatórios da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, que apontam a mistura de gêneros como principal motor de engajamento entre ouvintes de 18 a 34 anos.

O que você acha? Tributos como esse ajudam a eternizar o samba ou repetem fórmulas? Para mais conteúdos sobre música e cultura pop, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina

Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.