Jade Romero banca UPb e avisa: ‘juiz ainda não apitou’
Fortaleza/CE – A vice-governadora Jade Romero confirmou, na última segunda-feira (30), que permanece ligada à federação União Progressista (UPb), porém só fincará pé se a sigla sustentar o atual governo e o projeto iniciado por Cid Gomes, Camilo Santana e Izolda Cela.
- Em resumo: Jade só fica na UPb se a legenda endossar Elmano; prazo das definições políticas termina em 4/4.
O que muda até 4 de abril
O calendário eleitoral estabelece que filiações partidárias para quem deseja concorrer em 2024 devem ser fechadas até 4 de abril, a chamada janela partidária oficializada pelo TSE. Até lá, Jade admite “movimentação intensa” de bastidores, incluindo resistência de capitão Wagner, recém-empossado na liderança estadual da federação.
A entrada de Wagner reforça o peso oposicionista da UPb, mas, sem consenso, a vice-governadora deixa aberta a possibilidade de migração caso a federação confirme linha de enfrentamento a Elmano de Freitas.
“O juiz ainda não acabou o jogo”, resumiu Jade, indicando que nada está decidido.
Disputa de influência e participação feminina
O impasse ganha contornos históricos: apenas 14% dos cargos de vice-governador no Brasil foram ocupados por mulheres nas últimas três décadas, segundo levantamento do IBGE. A permanência de Jade na UPb, portanto, não é só estratégica, mas também simbólica para a representatividade feminina no Ceará.

Para o Palácio da Abolição, manter Jade no núcleo aliado significa fortalecer a base governista antes das convenções municipais. Já para Wagner, tê-la fora da federação aliviaria a pressão interna por apoio ao Planalto estadual.
O que você acha? A federação deve seguir com o governo ou apostar na oposição? Para acompanhar todas as reviravoltas, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
