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Japão, China e Turquia ignoram tarifaço e ampliam café do Brasil
Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) – Em balanço divulgado na última quarta-feira, a entidade mostrou que, mesmo com o recuo de 20,8% nas exportações totais de 2025, três destinos nadaram contra a corrente e reforçaram seus estoques de café brasileiro.
- Em resumo: Japão, Turquia e China ampliaram as compras enquanto EUA e Alemanha reduziram.
Por que só três países compraram mais?
O Japão importou 2,6 milhões de sacas de 60 kg, alta de 19,4% sobre 2024, numa estratégia de recompor estoques esvaziados. Já a Turquia elevou as aquisições em 3,26% para atender tanto o consumo interno quanto a redistribuição a mercados vizinhos afetados por conflitos.
No caso da China, a subida de 19,49% – total de 1,1 milhão de sacas – confirma a curva ascendente do gosto chinês pelo café arábica. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o país já figura como o sexto maior consumidor mundial, atrás apenas da União Europeia, EUA, Brasil, Filipinas e Japão.
“Os jovens chineses estão tomando cada vez mais café. O que vemos agora é apenas o começo do que virá nos próximos cinco ou dez anos”, afirmou Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.
Queda global, tarifaço e futuro do mercado
Entre janeiro e dezembro de 2025, o Brasil embarcou 40,049 milhões de sacas para 121 nações. A retração foi agravada pelo tarifaço norte-americano, que derrubou em 33,9% os envios aos EUA – país que perdeu o posto de principal comprador para a Alemanha, embora esta também tenha reduzido suas importações em 28,7%.

Ainda assim, a receita em dólar bateu recorde graças ao salto de preços no mercado internacional, cenário influenciado por quebras de safra causadas por eventos climáticos severos. Dados da Organização Internacional do Café indicam que o consumo global cresceu 2% ao ano na última década, sinalizando espaço para recuperação quando a safra brasileira voltar à normalidade.
O que você acha? A estratégia de diversificar destinos pode blindar o café brasileiro de novos choques tarifários? Para acompanhar outras análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Chevanon Photography/Pexels
