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Jerome Powell denuncia pressão inédita da Casa Branca
Jerome Powell denuncia pressão inédita da Casa Branca – Na noite de domingo (11), o presidente do Federal Reserve afirmou que o Departamento de Justiça norte-americano enviou intimações de um grande júri e ventilou uma acusação criminal baseada em seu depoimento ao Senado sobre a reforma de prédios históricos da instituição.
Para Powell, a iniciativa representa “uma escalada sem precedentes” com o objetivo de acelerar cortes na taxa de juros e colocar em xeque a autonomia do banco central dos Estados Unidos.
Acusações de interferência no Fed
O dirigente relatou que o governo de Donald Trump vem exercendo pressão desde 2025, período em que a Casa Branca defende reduções mais agressivas dos juros para impulsionar o crescimento.
Pela primeira vez desde que assumiu o cargo, em 2018, Powell atribuiu publicamente à Presidência a tentativa de usar mecanismos legais para influenciar decisões de política monetária. Ele reforçou que “nenhum presidente do Fed está acima da lei”, mas disse que a ameaça criminal precisa ser vista no contexto “mais amplo das ameaças contínuas”.
Mercado reage e especialistas alertam
A tensão institucional repercutiu em Wall Street: o Dow Jones recuava 0,12%, enquanto Nasdaq e S&P 500 operavam em leve alta. No mercado de câmbio, o índice do dólar cedia 0,37% e o ouro avançava 2,38%, em movimento típico de busca por proteção.
Para Jan Hatzius, economista-chefe do Goldman Sachs, o episódio agrava o debate sobre a independência do Fed e remete a práticas comuns em economias com instituições mais fracas. Nas últimas duas décadas, estudos do Banco Central do Brasil apontam correlação direta entre autonomia monetária e controle da inflação, reforçando a preocupação de analistas.
Reformas viram ponto de atrito
O projeto de modernização da sede do Fed, criticado por integrantes do governo como “excessivamente caro”, foi usado como justificativa para a investigação. Powell argumenta que o Congresso recebeu todas as informações necessárias e que o tema foi “instrumentalizado” para intensificar pressões sobre as decisões de juros.

Apesar da repercussão, a Casa Branca negou ter ordenado qualquer investigação. A secretária de imprensa Karoline Leavitt declarou que o presidente não solicitou apuração contra Powell, nem sobre suposto perjúrio relacionado às obras.
Ex-presidentes do Fed e ex-secretários do Tesouro divulgaram nota conjunta classificando a ameaça criminal como risco à credibilidade da política monetária. Segundo eles, a independência da autoridade é essencial para garantir “preços estáveis, pleno emprego e taxas de longo prazo moderadas”.
No encerramento do comunicado, Powell reiterou que seguirá “tomando decisões com base em dados econômicos” e não em pressões políticas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
