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segunda-feira, março 16, 2026

João Carlos Mansur: PF investiga fraude ligada ao Banco Master

João Carlos Mansur: PF investiga fraude ligada ao Banco Master

João Carlos Mansur: PF investiga fraude ligada ao Banco Master – Fundador e ex-presidente do conselho da Reag Investimentos, Mansur passou a ser investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (14), por suspeita de fraudes financeiras no Banco Master.

A ação também mirou o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure, resultando no bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens e valores autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Operação Compliance Zero mira esquema bilionário

De acordo com os investigadores, o grupo captava recursos de clientes, aplicava em fundos e desviava parte do dinheiro para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de familiares. Durante o cumprimento dos 42 mandados de busca, agentes federais recolheram carros de luxo, relógios e R$ 97,3 mil em espécie.

Fraudes em instituições financeiras estão entre os crimes que mais geram prejuízo ao sistema bancário. Dados do Banco Central do Brasil indicam que golpes envolvendo investimentos cresceram 44% entre 2021 e 2023, reflexo da popularização dos fundos e das fintechs.

Trajetória de Mansur no mercado financeiro

Bacharel em Ciências Contábeis, João Carlos Mansur tem 35 anos de experiência no setor. Fundou a Reag Investimentos em 2012, registrando a estruturação de mais de 200 fundos, entre FII, FIP e FIDC, segundo seu perfil no LinkedIn.

Antes disso, atuou em empresas como PwC, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, participando da criação do Allianz Parque, em São Paulo. Ele também liderou a Trump Realty Brazil, joint venture encerrada em 2006 sem concluir empreendimentos.

Mansur deixou o comando da Reag em setembro do ano passado, após a polícia relacionar a gestora a um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que envolvia combustíveis, fintechs e fundos de investimento.

No desdobramento atual, a Justiça determinou que os investigados não se desfaçam de bens e entreguem os passaportes. Se as suspeitas forem confirmadas, eles poderão responder por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O Banco Master e os demais citados ainda não se pronunciaram publicamente sobre as acusações.

Para mais detalhes sobre investigações em curso e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação / LinkedIn

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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