Cidade do Panamá/PAN – A seleção brasileira de judô iniciou o Campeonato Pan-Americano Sênior com um desempenho que já pressiona os rivais do continente: foram seis medalhas neste sábado (18), incluindo dois ouros decisivos que contam pontos valiosos para o ranking rumo aos Jogos de Paris 2028.
- Em resumo: Brasil soma 2 ouros, 1 prata e 3 bronzes logo no primeiro dia de disputas.
Quem brilhou no tatame e por quê isso importa
Nauana Silva, estreando nos -70 kg sem sequer aparecer no ranking da categoria, derrotou a dominicana Esmeralda Damiano Guerrero após a rival receber três punições por falta de combatividade. Já Daniel Cargnin, bronze olímpico em Tóquio, vingou a derrota de 2025 e superou o norte-americano Jack Yonezuka para conquistar o quarto título continental – resultado que o mantém no topo da lista pan-americana, segundo dados da International Judo Federation.
Completam o quadro verde-amarelo a prata de Rafaela Silva (-63 kg) e os bronzes de Luana Carvalho (-70 kg), Guilherme de Oliveira (-73 kg) e Beatriz Freitas (-78 kg), confirmando a profundidade da equipe.
“O waza-ari logo no início me deu confiança para segurar o placar até o fim”, destacou Cargnin após garantir o ouro aos 11h30 (horário de Brasília).
Medalhas, ranking olímpico e hegemonia continental
O Pan-Americano distribui até 700 pontos no ranking mundial da IJF, pontuação que pode decidir convocações olímpicas. Desde 2018, o Brasil termina o torneio no topo do quadro geral; em 2025, foram 15 medalhas, sete delas douradas. O início com seis pódios em 2026 sinaliza manutenção da hegemonia e alívio para a Comissão Técnica, que projeta ao menos 12 vagas em Paris.
Além do prestígio, as conquistas fortalecem a posição brasileira no repasse de verbas da Lei Piva, que avalia desempenho internacional para destinar recursos do Comitê Olímpico Brasileiro a cada modalidade.
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