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Juiz de 92 anos conduz julgamento de Nicolás Maduro nos EUA
Juiz de 92 anos conduz julgamento de Nicolás Maduro nos EUA – O magistrado norte-americano Alvin Kenneth Hellerstein, 92, presidiu a primeira audiência da ação criminal contra o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, realizada na última segunda-feira (5) no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.
O processo, aberto em 2020, acusa Maduro de chefiar uma rede de narcotráfico e corrupção que teria enviado toneladas de cocaína aos Estados Unidos, causando “efeitos devastadores” segundo a promotoria.
Quem é Alvin Hellerstein
Formado em Direito pela Universidade de Columbia, Hellerstein foi nomeado juiz federal em 1998 pelo então presidente Bill Clinton. O magistrado ganhou projeção ao conduzir ações de indenização de familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro.
Mesmo após atingir a aposentadoria compulsória, permanece como “juiz sênior”, título que permite assumir casos de alta complexidade. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o tribunal nova-iorquino é referência em processos de terrorismo e crimes internacionais.
Acusações e próximos passos
O indiciamento imputa a Maduro conspiração para “narco-terrorismo”, uso de armas pesadas e lavagem de dinheiro. A promotoria sustenta que o esquema teria movimentado milhões de dólares desde 1999.
Na fase atual, Hellerstein avaliará pedidos de provas e definirá o calendário das audiências. Advogados de defesa sinalizaram que questionarão a jurisdição norte-americana, estratégia comum em ações transnacionais.
Impacto político e precedentes
Processos de alta visibilidade contra chefes de Estado são raros na Justiça dos EUA. Em 1983, o ex-ditador panamenho Manuel Noriega também foi julgado em tribunais federais norte-americanos por tráfico de drogas, caso que durou quase uma década.

Analistas apontam que uma condenação de Maduro poderia aprofundar o isolamento diplomático do atual governo venezuelano, além de abrir precedente para ações similares em outras cortes estrangeiras.
No encerramento da sessão, Hellerstein afirmou que pretende acelerar o trâmite “dentro dos limites do devido processo”, sinalizando que o julgamento pode ocorrer ainda em 2024.
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Crédito da imagem: Divulgação
