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Julio Iglesias é denunciado por assédio sexual
Julio Iglesias é denunciado por assédio sexual – Uma reportagem conjunta da Univision e do portal espanhol elDiario.es detalha denúncias de duas ex-funcionárias que afirmam ter sido vítimas de abusos enquanto trabalhavam em residências do cantor nas Bahamas e na República Dominicana.
Os depoimentos, obtidos a partir de entrevistas, documentos e exames médicos, descrevem um ambiente de rígido controle, isolamento e supostas agressões físicas e verbais contra as colaboradoras.
Relatos de vítimas e rotina de controle
Rebeca, nome fictício usado para proteger a identidade de uma ex-empregada doméstica dominicana, diz ter sofrido assédio, insultos e restrições severas de locomoção. Ela conta que era impedida de sair sozinha e de conversar com colegas.
A fisioterapeuta venezuelana Laura, também sob nome fictício, afirma que Iglesias ultrapassava limites profissionais durante as sessões, tentando forçá-la a contatos íntimos sem consentimento.
Práticas consideradas discriminatórias
Segundo a investigação, mulheres contratadas para as mansões do artista eram submetidas a exames ginecológicos, testes de gravidez e de HIV. A Organização Internacional do Trabalho classifica práticas do tipo como discriminatórias e ilegais.
No Brasil, casos de assédio no trabalho são subnotificados, mas o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou mais de 74 mil ocorrências de violência sexual em 2023, evidenciando a dimensão do problema (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública).
Posicionamento do cantor e possíveis desdobramentos
Até o momento, Julio Iglesias não respondeu às solicitações de entrevista. Uma assistente citada pelas denunciante classificou as acusações como “mentiras” e descreveu o artista como um “cavalheiro”.

Especialistas ouvidos pelo levantamento afirmam que, caso sejam abertas investigações formais, o cantor pode responder civil e criminalmente tanto na República Dominicana quanto nas Bahamas, países que tipificam assédio sexual em legislação própria.
No Brasil, a Lei 10.224/2001 estabelece pena de detenção de um a dois anos para assédio no ambiente de trabalho, e empresas têm sido orientadas a criar canais de denúncia internos e treinamentos de prevenção.
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Crédito da imagem: Carlos Giusti/AP
