Juros recorde de 15% persiste; Copom promete aliviar em março
Brasília/DF – O Banco Central decidiu, na noite de quarta-feira (28/01/2026), manter a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, mas deixou no ar uma promessa: iniciar cortes já na reunião de março, caso o cenário de inflação siga controlado.
- Em resumo: Selic fica em 15% pela 4ª reunião seguida, mas Copom admite começar a afrouxar a política monetária em março.
Por que agora há espaço para queda?
Na ata, o colegiado afirmou que as projeções de inflação se aproximam da meta de 3%, dentro do intervalo de 1,5% a 4,5% fixado pelo sistema de metas contínuas. Dados do Boletim Focus do Banco Central mostram o IPCA recuando para 4,1% em 2026, reforçando a leitura de que o pico do ciclo de aperto passou.
A permanência da Selic em 15% por quatro reuniões consecutivas, entretanto, mantém o Brasil com uma das maiores taxas reais do planeta, acima de economias emergentes como México (11,25%) e África do Sul (8,25%).
“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”, registrou o Copom.
Impacto direto: crédito caro e crescimento travado
Juros tão altos encarecem empréstimos, reduzem investimentos e pressionam o emprego. Segundo o IBGE, a produção industrial encolheu 0,8% no trimestre anterior, refletindo, em parte, o freio no consumo financiado.

No mercado imobiliário, por exemplo, cada ponto percentual da Selic adiciona aproximadamente R$ 120 ao valor da parcela de um financiamento de R$ 300 mil em 30 anos, calculam consultorias do setor.
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