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Justiça trava hub de R$ 1 bi após desmate recorde em Fortaleza
Fortaleza/CE – Em 20 de março de 2026, a 7ª Vara Federal determinou a suspensão imediata das obras do hub logístico planejado para o entorno do Aeroporto Internacional Pinto Martins, após denúncia de que 63 hectares de Mata Atlântica foram derrubados além do que a licença ambiental permitia.
- Em resumo: Liminar paralisa novas supressões de vegetação e exige documentos de Aerotrópolis, Fraport, Semace e Ibama em até 10 dias.
Por que o caso virou disputa judicial
A ação civil pública sustenta que a Aerotrópolis derrubou mais floresta do que o autorizado e sem anuência do Ibama, requisito obrigatório quando a área supera 50 hectares de Mata Atlântica. A empresa pretende erguer dois galpões, um shopping e um hotel em terreno cedido pela Fraport Brasil, concessionária do aeroporto.
Segundo dados recentes do IBGE, o Ceará perdeu mais de 3,5 mil hectares de cobertura de Mata Atlântica entre 2022 e 2023, cenário que pressiona ainda mais as áreas remanescentes na Região Metropolitana.
“O empreendimento não é executado pela Fraport, mas por terceiro investidor que atua em área regularmente cedida”, afirmou a concessionária em nota.
Impacto ambiental e risco para futuros projetos
Ambientalistas lembram que a floresta afetada foi replantada após desmates das décadas de 1990 e 2000. A perda coloca em xeque acordos internacionais de redução de emissões, já que, de acordo com o Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica, cada hectare da floresta armazena cerca de 100 toneladas de CO₂.

Caso a irregularidade seja confirmada, a Aerotrópolis poderá ser enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998), que prevê multas diárias e até paralisação definitiva da obra. A decisão também acende alerta para outros aeroportos concedidos, pois contratos semelhantes permitem exploração comercial de áreas adjacentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
