LOS ANGELES – A equipe de Katy Perry classificou como “mentiras perigosas e irresponsáveis” a denúncia de abuso sexual feita pela atriz Ruby Rose sobre um episódio que teria ocorrido há duas décadas em uma boate de Melbourne.
- Em resumo: representante nega veementemente o relato e cita “histórico de alegações infundadas” da atriz.
Acusação pública e resposta imediata
No último domingo (12), Ruby Rose usou o Threads para afirmar que Perry a teria assediado sexualmente na Spicy Market Nightclub em 2004. A atriz diz possuir “imagens e testemunhas” e, já na segunda-feira (13), registrou ocorrência formal na polícia australiana.
Horas depois, o representante da cantora enviou nota à revista Variety chamando o relato de “completamente falso”. A defesa aponta que Rose “tem um histórico bem documentado de acusações graves nas redes sociais contra várias pessoas”, todas negadas pelos envolvidos.
“A Sra. Rose tem um histórico bem documentado de fazer alegações públicas graves… alegações que foram repetidamente negadas” — equipe de Katy Perry.
Procedimentos legais e o relógio da prescrição
Casos de violência sexual costumam enfrentar o obstáculo do prazo prescricional. Na Austrália, a legislação permite investigar delitos antigos, mas a complexidade aumenta conforme o tempo decorrido. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mesmo em países com sistemas mais ágeis, apenas uma em cada dez denúncias de abuso resulta em condenação efetiva.
Rose admite que só agora procurou a polícia por temer a impunidade e por dependência de um visto norte-americano supostamente intermediado por Perry. Especialistas lembram que a coleta de provas após 20 anos tende a exigir testemunhos convergentes, registros fotográficos e perícias digitais para comprovar autenticidade de imagens.

Já a cantora, que ainda não se manifestou pessoalmente, pode processar por difamação caso comprove a inexistência do fato, estratégia comum em disputas de alto perfil no showbiz.
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