Kremlin bane WhatsApp e lança app próprio; 77 mi afetados
Moscou, Rússia – O governo russo confirmou, na última quinta-feira (12), o bloqueio total do WhatsApp em todo o território nacional, após a Meta se recusar a cumprir exigências da lei de dados local. A decisão, anunciada pelo porta-voz Dmitry Peskov, atinge diretamente cerca de 77 milhões de usuários ativos no país.
- Em resumo: serviço foi vetado e substituído por aplicativo estatal que promete criptografia sob controle do Kremlin.
Por que o governo apertou o cerco digital?
A Rússia exige, desde 2015, que plataformas estrangeiras armazenem dados de usuários em servidores nacionais e entreguem chaves de criptografia a autoridades judiciais. A Meta contestou a medida, contrariando a legislação de “soberania digital” reforçada após o início da guerra na Ucrânia.
Segundo dados da Statista, o WhatsApp respondia por 67 % do tráfego de mensagens no país – volume agora redirecionado à solução caseira batizada de “MirKom”.
“A Meta se recusou a seguir nossa legislação; protegeremos nossa soberania informacional”, declarou Dmitry Peskov.
O que muda para usuários e mercado de apps?
Com o veto, o acesso ao WhatsApp será bloqueado por provedores locais, repetindo o que ocorreu com Facebook e Instagram em 2022. Especialistas apontam que a migração forçada pode impulsionar o já popular Telegram, mas o governo garante benefícios fiscais a empresas que adotarem o MirKom.

Além disso, a legislação prevê multas que chegam a 18 milhões de rublos para quem burlar o bloqueio via VPN. Organizações de direitos digitais lembram que a Freedom House classifica a internet russa como “não livre” desde 2019.
O que você acha? O bloqueio vai realmente proteger dados ou limitar vozes críticas? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
