SÃO PAULO (SP) – Depois de quase um quarto de século longe dos estúdios, Lady Zu retorna com o single “Até o fim”, revivendo a aura disco que marcou as pistas brasileiras nos anos 1970 e prometendo um impacto direto nas novas gerações.
- Em resumo: A “Donna Summer brasileira” quebra 24 anos de hiato com produção assinada por Lafayeth Persaud.
Por que o comeback de Lady Zu importa
Responsável por hits que embalaram novelas da TV Globo, Lady Zu viu sua voz ecoar em “A noite vai chegar” e “Só você”. Agora, sob produção de Lafayeth Persaud, a artista une nostalgia e beats atuais, estratégia que, segundo a revista Variety, tem elevado em 20 % o consumo de catálogos clássicos no streaming mundial.
O arranjo de “Até o fim”, coassinado por Ricardo Cassal, mira playlists de soul, funk e disco, segmentos que continuam em alta: o relatório 2023 da IFPI mostra que o streaming já representa 67 % da receita global da música, sinal verde para relançamentos de veteranos.
“O apresentador Chacrinha a batizou de ‘a Donna Summer brasileira’, título que ela honra com a mesma voz quente e grave”, lembra o texto original sobre o fenômeno de 1977.
Contexto, legado e impacto nas pistas atuais
Nascida Zuleide Santos Silva, Lady Zu surfou a onda disco após estourar na trilha da novela “Sem lenço sem documento”. Seu rápido apagamento, entretanto, reflete o fechamento do mercado fonográfico para o gênero nos anos 1980. O novo single, lançado 9 de abril, significa reabertura desse capítulo e diálogo com produtores de neo-soul.

Para além da nostalgia, o retorno sinaliza oportunidade de palco em festivais temáticos e eventos corporativos que, de acordo com o Banco Central, movimentaram mais de R$ 2,3 bilhões no entretenimento ao vivo em 2023. Especialistas apontam que artistas clássicos, quando associados a curadorias digitais, aumentam em até 45 % a retenção de público em plataformas de vídeo curto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Thiago Drummond





