Larvas e baratas: multa e reabertura polêmica em Fortaleza
Fortaleza/CE – Após duas interdições em março, o restaurante do Bairro Álvaro Weyne recebeu, na última segunda-feira (6), o aval da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) para reabrir depois de sanar problemas graves de higiene que iam de larvas a baratas na cozinha.
- Em resumo: Estabelecimento só abriu as portas após corrigir 100% das falhas e segue respondendo a processo que prevê multa elevada.
Entenda por que o local foi fechado três vezes
Em 24 de março, fiscais da Agefis encontraram ralos sem vedação, alimentos diretamente no chão e lixeiras abertas ao lado de fogões. Quatro dias depois, o restaurante reabriu sem autorização e acabou interditado de novo por descumprir ordem pública, infração classificada como grave no Código da Cidade.
Na terceira vistoria, já em abril, os agentes confirmaram a instalação de tampas nos ralos, pias exclusivas para higienização das mãos e armazenamento correto de insumos refrigerados. Segundo o Manual de Boas Práticas da Anvisa, cada uma dessas medidas reduz em até 80% o risco de contaminação alimentar.
“As irregularidades foram sanadas e o processo administrativo segue para julgamento”, informou a Agefis.
Risco sanitário vai além deste caso
Dados do Ministério da Saúde mostram que, somente em 2023, o Ceará registrou 147 surtos de doenças transmitidas por alimentos. Especialistas alertam que pragas como baratas podem carregar até 30 tipos de bactérias patogênicas, colocando clientes e funcionários em perigo.

Ainda que o restaurante tenha regularizado a estrutura, o histórico de reincidência pesa: o processo pode gerar multa superior a R$ 9 mil, valor aplicado a estabelecimentos que operam sem atender recomendações sanitárias em Fortaleza.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agefis





