Leclerc bate Verstappen em Miami e Mercedes some no top 3

Miami, EUA - No treino livre único que abre o fim de semana Sprint do GP de Miami 2026, Charles Leclerc colocou a Ferrari no topo da tabela e expôs a queda de rendimento da Mercedes justamente na hora decisiva. A sessão de 90 minutos define praticamente todo o acerto dos carros para a classificação marcada para 17h30 (Brasília).

  • Em resumo: Leclerc cravou 1’29.310, superou Verstappen por 0s297 e deixou a Mercedes sem lugar entre os três primeiros.

Sprint pressiona estratégia e eleva risco de erro

Com apenas um treino disponível antes da qualificação, as equipes foram obrigadas a validar pacotes de atualização e ritmo de corrida no mesmo stint. Esse formato, adotado pela FIA para dar mais ação ao público, comprime toda a coleta de dados que normalmente seria feita em três sessões.

Para a Ferrari, o cenário funcionou: Leclerc liderou até com pneus duros, enquanto a Red Bull de Verstappen voltou a relatar falhas nas trocas de marcha. Já a Mercedes optou por sair mais tarde, mas pagou caro quando o tráfego atrapalhou as voltas rápidas de Lewis Hamilton e George Russell.

“A diferença de 0s3 num circuito de 5,4 km mostra que a Ferrari conseguiu acertar o carro mais rápido do que nós”, admitiu Verstappen no fim da sessão.

Bortoleto oscila, e Audi perde terreno no top 10

O brasileiro Gabriel Bortoleto começou forte, mas rodou na Curva 1 e acabou em 14º, 0s02 atrás de Oliver Bearman. Apesar da melhora final, a Audi apresentou dificuldade em voltas de classificação, contrastando com um ritmo mais constante em stints longos.

Entre as surpresas positivas, Pierre Gasly colocou a Alpine em oitavo, enquanto a Williams terminou à frente dos carros alemães. No pelotão do fundo, Aston Martin e Cadillac lutaram com falta de aderência em alta velocidade.

Por que o resultado importa

Desde a introdução das corridas Sprint, 78% dos vencedores do treinamento único terminaram o fim de semana no pódio. Ou seja, o desempenho desta quinta-feira é forte indicativo do que poderá acontecer na corrida de domingo. Além disso, segundo levantamento da Tabela Fipe, um modelo de rua da Ferrari pode alcançar R$ 3,4 milhões no Brasil, reforçando como cada atualização aerodinâmica representa milhões em pesquisa e marketing para a marca.

Para a Mercedes, a perda de ritmo preocupa: sem tempo para ajustes adicionais, qualquer correção terá de ser feita em meio à classificação Sprint, aumentando o risco de largar atrás de rivais diretos.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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