MADRID, ESPANHA - A retirada de Carlos Alcaraz de Roland Garros 2026 por causa de uma lesão no pulso direito mexeu com o Masters 1000 de Madrid e levou o líder do ranking, Jannik Sinner, a soar o alarme sobre o futuro imediato do circuito.
- Em resumo: Sinner afirma que o tênis “fica melhor” com Alcaraz em quadra e teme impacto técnico e financeiro na temporada.
Rivalidade interrompida: por que o circuito sente a ausência
Sinner foi direto: “O tênis precisa do Alcaraz”. A frase ecoou nas arquibancadas e nas redes, reacendendo o debate sobre a dependência do circuito de seus principais nomes. Segundo dados da ATP, os jogos entre os dois geram, em média, 18% mais audiência global do que outras partidas de mesma fase.
Alcaraz liderava a estatística de vitórias em quadra de saibro em 2025 (89%) e era apontado como favorito para Paris. A lesão no pulso, uma das mais temidas entre tenistas por limitar saque e top spin, costuma exigir de 6 a 12 semanas de reabilitação, de acordo com estudo publicado no British Journal of Sports Medicine.
“Espero que ele regresse sem problemas. Acredito que voltará mais forte”, declarou Jannik Sinner, número 1 do mundo.
Impacto esportivo e financeiro: torneios se reposicionam
A saída inesperada já provoca ajustes. Organizadores de Roland Garros calculam queda de até €5 milhões em receitas de bilheteria e direitos de transmissão, segundo estimativa da consultoria Deloitte para eventos esportivos de Grand Slam.
Além da disputa pelo troféu, a corrida pelo topo do ranking pode ganhar novo protagonista: Daniil Medvedev, hoje terceiro, precisa de semifinal em Paris para ameaçar Sinner. O italiano, porém, minimiza: “Quero o melhor nível possível de todos”.
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