MADRID, ESPANHA – Eliminado na estreia do Masters 1000, o português Jaime Faria classificou como “aborrecido” o duelo em que Hubert Hurkacz disparou 12 ases e fechou em 71 minutos, resultado que agora o obriga a replanejar a temporada.
- Em resumo: Sem ritmo e com bloqueio nas costas, Faria não quebrou o saque do top-10 e já pensa no Challenger de Mauthausen.
Serviço de Hurkacz dominou do início ao fim
O polaco, atual 10.º do ranking, manteve 92% dos pontos com o primeiro saque – índice superior à média de 78% registrada em partidas de piso de saibro, segundo dados da ATP. Para Faria, atacar esse fundamento tornou-se missão impossível, refletindo-se nos parcos dois pontos somados em devolução durante todo o confronto.
A eficiência do serviço de Hurkacz explica boa parte dos 6–3, 6–3 no placar, mas Faria revelou que o físico também pesou.
“Foi um encontro algo aborrecido de jogar. Ele serviu de forma incrível e eu nunca consegui ameaçá-lo”, lamentou o português.
Dor nas costas, calendário apertado e corrida por pontos
Mesmo limitando-se a saques de segurança devido a um bloqueio lombar, Faria reforçou que a lesão “não preocupa” e confirmou presença no Challenger de Mauthausen, na Áustria, já na próxima semana. A competição distribui 75 pontos ao campeão – pontuação crucial para quem ocupa a 136.ª posição e busca entrar diretamente na chave principal de Roland-Garros.
Além disso, o atleta pretende “rezar” por vagas de desistência para disputar o Masters 1000 de Roma. Em 2023, 11 desistências abriram espaço para qualifiers no Foro Itálico, número que anima o português na luta por premiação e visibilidade maiores.
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