MADRID, ESPANHA – A organização do Mutua Madrid Open 2026 confirmou, na última terça-feira, a desistência da top 10 Amanda Anisimova por lesão no pulso, abrindo mais um buraco no quadro principal e obrigando a repescagem de atletas.
- Em resumo: Anisimova sai; a polonesa Magdalena Fręch entra de surpresa na chave.
Entenda por que a baixa preocupa o torneio
A competição é um dos nove eventos WTA 1000 da temporada e distribui 1000 pontos no ranking e cerca de €7,7 milhões em prêmios. A saída de uma cabeça-de-série de alto calibre reduz o apelo comercial, o valor de transmissões e a imprevisibilidade do chaveamento.
Segundo dados da WTA, lesões no pulso representam quase 10 % das retiradas médicas em torneios de quadra dura e saibro nos últimos quatro anos, tornando-se a segunda causa mais comum de abandono entre as jogadoras de elite.
“A saúde das atletas vem antes de qualquer troféu”, disse a direção do torneio ao confirmar a ausência de Anisimova.
Contexto e impacto na chave feminina
Magdalena Fręch, atual 44.ª do mundo, herdou a vaga de última hora. Embora não figure entre as favoritas, a polonesa já venceu duas partidas contra top 20 em 2025 e pode usar o elemento surpresa a seu favor.
Esta é a terceira desistência relevante anunciada em menos de duas semanas, sequência que reacende o debate sobre o calendário apertado e as exigências físicas do saibro europeu. Especialistas lembram que a Federação Internacional de Tênis recomenda, desde 2022, ao menos 10 dias de descanso entre torneios WTA 1000 – orientação raramente seguida pelas jogadoras que também disputam eventos de duplas.
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