Tóquio, Japão – O japonês Kei Nishikori, 36, anunciou que deixará o circuito profissional ao fim desta temporada, selando a trajetória mais vitoriosa de um tenista asiático na era moderna e escancarando o peso das lesões que minaram seus últimos anos.
- Em resumo: primeiro nipônico no top 10, finalista do US Open 2014 e bronze no Rio-2016, Nishikori admite que o corpo já não responde.
Como o físico venceu a vontade de continuar
O ex-número 4 do mundo sublinhou nas redes sociais que tentou “de tudo” para prolongar a carreira, mas a sequência de contusões no punho, cotovelo e joelho tornou impossível manter o alto nível. Dados da ATP mostram que lesões crônicas respondem por 42 % das aposentadorias precoces entre atletas acima de 30 anos.
Só em 2023, Nishikori disputou quatro torneios completos; nas demais semanas, esteve em reabilitação. Especialistas citam que a explosão de deslocamentos laterais em quadras duras, superfície dominante no calendário, sobrecarrega articulações.
“Sinceramente, ainda gostaria de poder continuar (…) vou valorizar cada momento que me resta e lutar até o fim”, escreveu o japonês.
Legado histórico e efeito para o tênis asiático
Seus 12 títulos ATP e a final em Nova York quebraram barreiras para jogadores da região, que até então não avançavam além das quartas em Grand Slams masculinos. Desde a façanha de 2014, o número de tenistas japoneses no top 100 triplicou, segundo levantamento da ITF.
Nishikori também impulsionou o mercado: a audiência das finais do US Open cresceu 35 % no Japão naquela edição, e marcas esportivas locais elevaram investimentos em categorias de base. O Comitê Olímpico Japonês cita o bronze obtido no Rio-2016 como um dos catalisadores de programas de alto rendimento voltados ao tênis.
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