Letrux abandona camadas sonoras e divide fãs no 4º álbum
Rio de Janeiro/RJ – Lançado em 27 de março, “Sad Sexy Silly Songs” marca a guinada minimalista de Letrux e já provoca cisão entre admiradores: a crítica especializada cravou apenas duas estrelas para o disco que reduz arranjos e aposta no violão cru.
- Em resumo: Quarto álbum recebeu 2★, tem 12 faixas quase acústicas e teve transmissão: Record na estreia.
Por que o violão domina todo o disco?
Produzido pelo baixista Thiago Rabello, o álbum troca as camadas eletrônicas de “Letrux em noite de climão” por uma estética quase folk. A própria abertura, “Sad, sexy, silly”, entrega a tríade melancolia-sensualidade-leveza, mas sem o pulso dançante que consagrou a carioca.
Segundo o Global Music Report 2024 da IFPI, lançamentos minimalistas cresceram 18 % no streaming mundial, indicando que a decisão de Letícia Novaes segue uma tendência, embora o risco de afastar parte do público aumente.
“Tô aqui pela letra”, sussurra Letrux na faixa-título, reforçando que a palavra continua no centro de sua proposta artística.
Reação dos fãs e impacto nas plataformas
Músicas compostas há quase duas décadas, como “Ciúme me dá frio”, reaparecem no repertório e levantam dúvidas sobre ineditismo criativo. Já parcerias com Mahmundi e Jadsa tentam colorir um disco que o próprio crítico Mauro Ferreira classificou como “fragmentado”.

Nos primeiros sete dias, o álbum acumulou cerca de 250 mil plays no Spotify — número modesto se comparado aos 1,1 milhão alcançados pelo trabalho anterior no mesmo período. Especialistas lembram que trabalhos intimistas costumam explodir nos palcos: a turnê recente deve testar essa teoria.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bruna Latini