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Líder de terreiro preso: “purificação” escondia série de abusos em Fortaleza
Fortaleza/CE – Um médium de 55 anos, acusado de transformar rituais de umbanda em armadilha sexual, foi preso no dia 19 de março e segue detido por decisão da Justiça cearense. A investigação aponta que Juscelino Alves Maciel se valeu da autoridade espiritual para coagir mulheres – e até uma adolescente – em sessões supostamente “religiosas”.
- Em resumo: vítimas eram constrangidas a ficar nuas em banhos “sagrados”, enquanto o líder praticava toques íntimos.
Como funcionava o suposto “tratamento espiritual”
Depoimentos reunidos pela Delegacia de Defesa da Mulher indicam que o suspeito orientava banhos com óleos, bebidas e rezas, quase sempre sem roupa. O pretexto era expulsar “energias negativas”, mas o procedimento evoluía para importunação e violação sexual. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 82 mil casos de crimes contra a dignidade sexual foram registrados no país em 2022 – um aumento de 8% em relação ao ano anterior.
Entre as denunciantes está uma adolescente que afirmou ter sido tocada nas partes íntimas quando buscava “cura espiritual”, fato que fez outras frequentadoras abandonar o terreiro, no bairro Monte Castelo.
“Ele dizia que o corpo precisava estar limpo para os espíritos agirem”, relatou uma das vítimas nos autos.
Munições, mandado em aberto e danos à comunidade
O mandado de prisão preventiva foi cumprido no bairro Montese. Agentes apreenderam munições e simulacros de arma de fogo na residência do investigado. Embora tenha obtido liberdade provisória pela posse do material bélico, Maciel permanece preso por um mandado específico pelos crimes sexuais, reforçando a gravidade do caso.

Especialistas lembram que líderes religiosos são figuras de confiança coletiva; quando há abuso, o impacto psicológico costuma ser amplo. A legislação brasileira prevê pena de 6 a 10 anos para violação sexual mediante fraude, podendo dobrar se houver vulnerável.
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Crédito da imagem: Divulgação / PMCE
