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Liquidação da Reag Investimentos: quem controla a gestora
Liquidação da Reag Investimentos – Na última quinta-feira (15 de janeiro de 2026), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, antiga Reag Trust, braço que administrava os fundos do grupo Reag.
A decisão ocorre em meio a duas investigações da Polícia Federal que apontam uso da gestora em esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras ligados ao PCC e ao Banco Master.
Venda de controle e saída do fundador
O fundador João Carlos Falbo Mansur deixou o comando em setembro de 2025, meses após ser alvo de mandados de busca na Operação Compliance Zero.
No mesmo período, Mansur vendeu 87,38% da Reag Investimentos por cerca de R$ 100 milhões à Arandu Partners Holding S.A., formada por executivos internos da própria gestora. Desde dezembro de 2025, a companhia opera na B3 com o ticker ARND3, substituindo o antigo REAG3.
Além do fundador, saíram da administração Altair Tadeu Rossato, então conselheiro independente, e Fabiana Franco, ex-diretora financeira, em meio ao avanço das investigações.
Por que o BC interveio
Na nota oficial, o Banco Central citou “descumprimento de regras legais e prudenciais” que comprometeram a segurança das operações. O órgão mantém lista pública de instituições liquidadas, disponível no site oficial do Banco Central do Brasil.
A CBSF DTVM foi enquadrada no segmento S4, destinado a instituições de pequeno porte. Segundo o BC, o caso não representa risco sistêmico para o mercado de crédito.
Impacto para cotistas dos fundos
Especialistas lembram que os recursos dos cotistas permanecem segregados do patrimônio da administradora, protegidos por CNPJ próprio. Com a liquidação, as operações dos fundos ficam congeladas até que o liquidante convoque assembleia para transferir a administração a outra instituição saudável.

O único risco adicional surge se as investigações apontarem fraude dentro das carteiras – por exemplo, aquisição de ativos problemáticos do próprio grupo.
Ligações com o Banco Master e Carbono Oculto
Na Operação Compliance Zero, a PF apura participação da Reag na montagem de fundos que teriam inflado resultados do Banco Master. Em paralelo, a Operação Carbono Oculto investiga lavagem de dinheiro bilionária no setor de combustíveis, também envolvendo estruturas criadas pela gestora.
A Reag nega irregularidades, afirma cumprir as normas do sistema financeiro e diz colaborar com as autoridades.
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Crédito da imagem: Divulgação
