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Líquido que jorrou a 40 m assusta ANP e pode render até 1% ao dono
Tabuleiro do Norte/CE – O enigmático líquido preto que irrompeu a apenas 40 metros de profundidade no sítio do agricultor Sidrônio Moreira segue sem diagnóstico oficial da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas já provoca expectativas sobre segurança, meio ambiente e, sobretudo, dinheiro.
- Em resumo: ANP analisa amostras que podem confirmar petróleo; dono da terra teria direito a até 1% da produção futura.
Por que ainda não é “petróleo” confirmado?
Testes preliminares do Instituto Federal do Ceará (IFCE) indicaram densidade, viscosidade e espectro infravermelho compatíveis com os óleos da Bacia Potiguar, segundo dados do IBGE. Entretanto, só a ANP pode declarar a natureza do fluido. Para isso, técnicos vão medir frações de saturados, aromáticos, resinas e asfaltenos, além de rastrear a origem geológica.
Sem essas etapas, o achado permanece “possível petróleo”. O processo inclui transporte de amostra para o laboratório central da agência, isolamento do poço e laudo final sem prazo divulgado.
“Encontrar um fluido com odor de combustível em perfuração tão rasa nos deixou espantados”, relatou o superintendente Ildeson Prates Bastos, da ANP.
Se for petróleo, quem ganha – e quanto?
Pela Constituição, todo hidrocarboneto pertence à União. O proprietário da superfície pode, porém, receber participação especial popularmente chamada de “royalty da terra”. O percentual legal varia de 0,5% a 1%, calculado sobre a receita líquida do campo.
No Brasil, a produção média diária supera 3,4 milhões de barris, segundo a ANP. Caso a jazida cearense se mostre economicamente viável, Sidrônio pode ganhar renda extra, mas só após licitação e contrato entre a União e empresas operadoras – fase que geralmente leva anos.

Enquanto isso, a família continua sem água encanada, dependendo de carros-pipa e da venda de milho e animais para pagar a perfuração que já consumiu R$ 15 mil.
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Crédito da imagem: Divulgação / IFCE
