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Livro expõe silêncio sobre Beata de Juazeiro e sacode história
Quixeramobim, CE – No próximo 4 de abril de 2026, a Casa de Antônio Conselheiro abrirá as portas para o lançamento de “Beata Maria de Araújo e o Milagre de Juazeiro – Literatura de Cordel”, obra do Pe. Francisco Artur Pinheiro Alves que promete reacender discussões sobre fé, poder e memória no Ceará.
- Em resumo: Sete cordéis recontam o Milagre da Hóstia de 1889, episódio que transformou Padre Cícero em líder político-religioso.
Sete cordéis para recontar um milagre contestado
Escritos entre 2022 e 2025, os textos usam sextilhas e breves introduções em prosa para recuperar a trajetória da Beata Maria de Araújo, personagem que muitos historiadores consideram silenciada pela hierarquia católica. Segundo relatório do Iphan, manifestações de religiosidade popular como essa são pilares do patrimônio imaterial brasileiro.
O lançamento integra a programação permanente da Secretaria da Cultura do Ceará, gerida em parceria com o Instituto Dragão do Mar, reforçando a missão de tornar visível a história que molda a identidade sertaneja.
“A obra reúne sete cordéis escritos a partir de 2022, que abordam a trajetória da Beata Maria de Araújo e o episódio conhecido como o Milagre da Hóstia.”
Por que o tema ainda mexe com a política e a fé
O chamado Milagre de Juazeiro, datado de 1º de março de 1889, atraiu romarias gigantescas e colocou o então capelão Padre Cícero no centro do poder regional. Hoje, Juazeiro do Norte recebe cerca de 2,5 milhões de fiéis por ano, movimentando mais de R$ 500 milhões em turismo religioso, de acordo com estudos municipais.

Resgatar a figura de Maria de Araújo, mulher negra e pobre, é também lançar luz sobre o papel feminino nos movimentos de fé popular, tema pouco explorado nos currículos escolares e na grande mídia.
O que você acha? A redescoberta da Beata pode mudar a forma como enxergamos o Milagre de Juazeiro? Para mais análises sobre o Ceará, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
