Lula aponta Durigan e alerta: 'Cobrem dele R$34 bi de

Lula aponta Durigan e alerta: ‘Cobrem dele R$34 bi de meta’

São Paulo-SP – Durante cerimônia nesta quinta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou o secretário-executivo Dario Durigan como futuro ministro da Fazenda, caso Fernando Haddad deixe a pasta para disputar o governo paulista. A troca sela quem comandará o cofre federal nos meses mais turbulentos do ciclo eleitoral e coloca sobre Durigan a missão de fechar 2026 com superávit de R$ 34,3 bilhões.

  • Em resumo: Lula pediu que o público “cobre” de Durigan o cumprimento da meta fiscal antes mesmo do anúncio oficial de Haddad.

Quem é o novo guardião dos cofres públicos

Advogado formado pela USP, Durigan acumula experiência tanto no setor público quanto no privado. Em 2023, tornou-se braço direito de Haddad e ajudou a elaborar as “medidas de recomposição de receitas”, que reverteram R$ 194 bilhões em renúncias fiscais. Antes, foi consultor na Advocacia-Geral da União e diretor de Políticas Públicas do WhatsApp.

A habilidade de articulação já lhe rendeu trânsito em diferentes alas do governo e da iniciativa privada, atributo considerado vital para negociar a regulamentação final da reforma tributária.

“Olha bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, advertiu Lula, ao apresentar Durigan ao público.

Por que a cadeira vai esquentar em 2026

Durigan assume a Fazenda às vésperas da implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e no meio de uma previsão apertada de gastos. O arcabouço fiscal limita o crescimento real das despesas a 2,5% ao ano, enquanto os gastos obrigatórios já avançam acima desse teto.

Segundo dados do Banco Central, a dívida bruta do governo chegou a 74,3% do PIB, o maior patamar desde 2021. Qualquer desvio na arrecadação pode forçar bloqueios de verbas e frear investimentos, sobretudo em um cenário internacional pressionado pelos preços do petróleo acima dos US$ 100 o barril.

Além da meta de superávit, o ministério terá de definir como será cobrado o “imposto seletivo”, conhecido como “imposto do pecado”, sobre produtos como bebidas alcoólicas e cigarros — tema sensível em ano de campanha.

O que você acha? A troca no comando da Fazenda garante estabilidade ou aumenta a incerteza para 2026? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda

Marta Silva

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