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Lula diz que ataque dos EUA à Venezuela é o primeiro em 200 anos
BRASÍLIA ‑ Em artigo publicado neste domingo (18) no New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a prisão de Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos como a maior violação de soberania já vista na América do Sul em dois séculos, alertando para o enfraquecimento das regras que sustentam a ordem mundial.
- Em resumo: Lula vê a ofensiva norte-americana como ruptura histórica que ameaça a estabilidade global e a autonomia latino-americana.
Por que Lula fala em risco para todo o hemisfério
Ao criticar a operação, o presidente argumenta que o uso recorrente da força por grandes potências corrói a autoridade da ONU e do seu Conselho de Segurança — princípio estabelecido na Carta de 1945 (veja o documento completo).
Ele sustenta que ações unilaterais elevam fluxos de refugiados, travam comércio e dificultam o combate ao crime organizado, problemas já sentidos em fronteiras amazônicas, onde o Exército brasileiro reforçou a fiscalização após o episódio.
“A América Latina e o Caribe abrigam mais de 660 milhões de pessoas. Temos nossos próprios interesses e sonhos a defender”, escreveu Lula.
Dados, reações e o impacto político interno
Pesquisa Quaest, divulgada em 15 de janeiro, mostra que 51% dos brasileiros desaprovam a reprimenda de Lula aos EUA, enquanto 66% defendem neutralidade do governo. Especialistas lembram que Washington realizou mais de 30 intervenções militares desde 1990, segundo levantamento do Conselho de Relações Exteriores (CFR), reforçando a preocupação do Planalto com a “normalização” do uso da força.

Após a operação, Lula ligou para Gustavo Petro (Colômbia), Claudia Sheinbaum (México) e Mark Carney (Canadá) para articular uma saída negociada, sem “zonas de influência” na região. Ele também propôs agenda comum de infraestrutura, emprego e combate à fome, pautas que voltarão a ser discutidas na próxima cúpula da Celac.
O que você acha? A América Latina deve reagir de forma conjunta ou cada país deve decidir sozinho? Para mais análises sobre política externa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Adriano Machado – Reuters
