Maduro canta ‘Don’t Worry, Be Happy’ e pede paz em comício
Maduro canta ‘Don’t Worry, Be Happy’ e pede paz em comício – Durante um ato público em Caracas, na última quarta-feira (10), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, soltou a voz e dançou ao som do clássico de 1988 “Don’t Worry, Be Happy”, interpretado por Bobby McFerrin.
Enquanto balançava os braços, o líder chavista exortou os apoiadores a “não se preocuparem” e reforçou um pedido de pacificação regional, mencionando indiretamente a possibilidade de um novo mandato de Donald Trump na Casa Branca.
Performance musical de Maduro repercute nas redes
A canção foi usada como mensagem política: Maduro afirmou que “a paz deve prevalecer, custe o que custar”, numa referência às sanções impostas ao país e às tensões com Washington.
Vídeos da apresentação viralizaram em plataformas como X (antigo Twitter) e TikTok, gerando reações que variaram de apoio entusiasmado a críticas sobre a situação econômica e humanitária da Venezuela, ponto ainda sensível para a comunidade internacional.
Contexto político e pressões internacionais
Desde 2017, Caracas enfrenta sucessivas rodadas de sanções econômicas dos Estados Unidos, as quais podem se intensificar caso Trump retorne ao poder. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, mais de 7,3 milhões de venezuelanos já deixaram o país em busca de melhores condições de vida.
Ainda assim, o presidente tenta demonstrar confiança ao destacar recentes avanços em negociações com a oposição e a retomada de diálogos sobre observação eleitoral para o pleito presidencial de 2024.

Especialistas em relações internacionais lembram que a estratégia de recorrer à música não é inédita: em 2020, Maduro já havia cantado “Happy Birthday” para celebrar a “vitória” da Revolução Bolivariana, usando o entretenimento como ferramenta de propaganda.
No cenário interno, analistas avaliam que episódios como o de quarta-feira servem para mobilizar a base chavista, que, segundo o Instituto Venezuelano de Análise de Dados, corresponde a cerca de 25% do eleitorado ativo.
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Crédito da imagem: Divulgação
